A Flutter Brazil já colocou em prática sua estratégia para a Copa do Mundo de 2026, que será a 1ª sob o modelo regulado no Brasil. Em entrevista ao Poder360, o CMO da empresa, Alvaro Garcia, afirmou que a companhia fechou parceria com a CazéTV —que transmitirá todos os jogos— e lançou campanha voltada à conexão emocional do brasileiro com o futebol.
“É a 1ª Copa do Mundo da Flutter no Brasil. A estratégia já está pronta. Agora é execução”, declarou.
A empresa também contará com influenciadores e ativações digitais ao longo do torneio.
A Flutter Brazil integra a Flutter Entertainment, grupo global de apostas, e representa a operação brasileira dentro da divisão internacional da companhia. No país, administra as marcas Betnacional e Betfair.
Garcia disse que a reorganização das marcas do grupo no Brasil já começou a ser aplicada em ações concretas, como a troca da Betfair pela Betnacional como patrocinadora máster do Cruzeiro.
Segundo ele, a decisão foi estratégica. A Betnacional passou a ocupar o espaço na camisa por ter posicionamento mais popular e de massa, enquanto a Betfair seguirá com perfil mais especializado.
“A Betnacional é a bet dos brasileiros, mais popular. Faz mais sentido estar em uma ação de massa como a camisa do Cruzeiro”, afirmou.
A mudança foi anunciada no intervalo de uma partida válida pelo Brasileirão contra o Botafogo em 4 de dezembro de 2025: o clube entrou em campo com a Betfair e voltou para o 2º tempo com a Betnacional estampada.
Para o executivo, o setor de apostas vive o início de um processo de consolidação. O 1º ano regulado foi marcado por “experimentação”.
“O mercado agora começa a separar quem está aqui para o longo prazo de quem entrou apenas para testar”, disse.
Ele avalia que a consolidação deve ocorrer ao longo dos próximos 5 anos, com maior participação de grandes grupos e redução de operadores menores.
Segundo dados oficiais de 2025, o mercado legal de apostas teve receita bruta de R$ 37 bilhões no Brasil e recolheu R$ 9,95 bilhões em impostos. O setor gera 15.000 empregos.
Apesar disso, estima-se que aproximadamente 50% da atividade ainda opere de forma ilegal.
“Se todo o mercado fosse canalizado para o ambiente regulado, o tamanho poderia praticamente dobrar”, declarou.





