A fila de espera do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) voltou a subir e bateu 2,96 milhões de requerimentos pendentes em novembro de 2025, o último dado disponível. Está no maior patamar da história. Essa realidade contrasta com a promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de zerar essas análises.
Houve alta de 172% na fila dos benefícios desde a posse do petista. Em dezembro de 2022, último ano de Jair Bolsonaro (PL) no poder, havia 1,09 milhão de pedidos aguardando análise.

Dos 2,96 milhões na fila, 933 mil aguardam a liberação do BPC (Benefício de Prestação Continuada), que é dado a idosos a partir de 65 anos e a pessoas com deficiência pobres. O Poder360 mostrou que a judicialização desse benefício vem pressionando as contas públicas.
O atual patamar da fila é 45,5% maior que o pico registrado no governo anterior, de Bolsonaro, com 2,03 milhões de requerimentos em janeiro de 2020.
As informações de novembro foram atualizadas pelo INSS em uma apresentação. Eis a íntegra (PDF – 2 MB).
O INSS publicou nesta 3 feira (13.jan.2026) uma portaria com regras para tentar diminuir a fila de requerimentos de auxílios. Uma das medidas retoma a concessão de bônus em dinheiro aos funcionários que trabalharem em mais análises de processos, no chamado PGB (Programa de Gerenciamento de Benefícios).
Cada funcionário poderá requisitar novas tarefas e receber R$ 68 por finalização adicional. Eis a íntegra da portaria (PDF – 120 kB).
“Na região Sul e em São Paulo, a fila não passa de 45 dias. Já na região Nordeste, está em 188 dias. A ideia é que os nossos servidores da região Sul, de São Paulo e de outros lugares que têm melhores indicadores possam atuar nos processos daqueles que estão esperando mais tempo”, afirmou o presidente do instituto, Gilberto Waller Junior.
O INSS também criará “filas extraordinárias” e mais bem estruturadas para as categorias com mais atrasos: salário maternidade, aposentadorias por idade e reavaliação da renda para receber o BPC (Benefício de Prestação Continuada).
Eis algumas promessas e declarações feitas pelo presidente e por seu ex-ministro da Previdência (que pediu demissão em maio depois de investigações sobre um esquema de fraudes em aposentadorias):
Em julho de 2024, os funcionários do INSS entraram em greve. Reivindicavam aumento salarial e melhores condições de trabalho. Ficaram com as atividades parcialmente paralisadas até novembro do mesmo ano, quando fizeram acordo com o Ministério da Gestão e Inovação.





