O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, anunciou nesta 4ª feira (7.jan.2026) um plano estruturado em 3 fases para a Venezuela após a captura de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda) e de sua mulher, Cilia Flores. A estratégia, segundo Rubio, busca evitar caos no país latino-americano e garantir a influência direta de Washington sobre a região.
De acordo com Rubio, os Estados Unidos exercem “enorme controle e influência” sobre as autoridades interinas lideradas por Delcy Rodríguez (MSV, esquerda). O presidente Donald Trump (Partido Republicano) já alertou para novas operações militares caso o núcleo remanescente do regime não coopere com as exigências norte-americanas.
O plano detalhado por Rubio divide-se nos seguintes pilares:
O controle dos recursos energéticos é o ponto central das exigências de Trump. O republicano afirmou que os Estados Unidos receberão até 50 milhões de barris de petróleo venezuelano. Enquanto isso, forças navais continuam apreendendo petroleiros ligados ao país.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou a interceptação de um navio no Oceano Atlântico que transportava óleo sancionado. Ela negou que a embarcação possuísse bandeira russa –como alegado por Moscou–, classificando-a como parte de uma “frota fantasma” venezuelana que utilizava bandeira falsa. Disse também que a tripulação responderá a processo judicial.
A Casa Branca reforçou que o governo interino da Venezuela não possui autonomia total. Leavitt declarou que as decisões tomadas em Caracas continuarão sendo “ditadas pelos Estados Unidos” por causa da estreita coordenação e sua máxima influência exercida no momento.
Delcy Rodríguez, no entanto, disse na 3ª feira (6.jan) que não há um agente externo governando a Venezuela. A declaração foi feita em reunião com representantes do setor agroalimentar.





