• Domingo, 25 de janeiro de 2026

Esquerda culpa Nikolas por atingidos por raio: "Irresponsabilidade"

Manifestantes foram vítimas de uma descarga elétrica no ato de encerramento da caminhada de 240 km promovida pelo deputado.

Congressistas de esquerda e de direita se manifestaram neste domingo (25.jan.2026) em solidariedade aos manifestantes atingidos por um raio durante o ato de encerramento da “Caminhada pela Liberdade”, liderada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), em Brasília. Ao todo, 72 pessoas foram atendidas depois da descarga elétrica, segundo o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.

Até a publicação deste post, Nikolas ainda não se manifestou sobre o ocorrido.

Os políticos da esquerda, além de se solidarizar pelos feridos, responsabilizaram Nikolas pelo incidente. A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) criticou a caminhada e afirmou que “entre proteger seus apoiadores de uma tempestade ou perder o timing político, Nikolas optou por colocar pessoas em risco em nome de ganhos pessoais e eleitorais”. Também declarou que o deputado liderou o ato “de forma completamente irresponsável”.

Já o deputado Glauber Braga (Psol-RJ) criticou o fato de Nikolas ainda não ter se manifestado sobre o ocorrido. “Nas redes do @nikolas_dm, alguma solidariedade às pessoas hospitalizadas pelo raio? Nenhuma. Para ele, são só efeitos colaterais da própria irresponsabilidade. Sempre falta compaixão e sobra oportunismo político no deputado”, declarou.

O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), disse que irá apresentar uma representação à Polícia Federal para apurar as “responsabilidades do Nikolas e demais organizadores” sobre o ocorrido. Classificou o episódio como uma “irresponsabilidade”. 

Os deputados Rodrigo Valadares (União Brasil-SE) e Capitão Alberto Neto (PL-AM) afirmaram que estão “em oração” pelas vítimas e agradeceram aos manifestantes que aderiram ao movimento.

O próprio PL (Partido Liberal) publicou uma nota de solidariedade nas redes sociais.

“O Partido Liberal se solidariza com os patriotas e suas famílias atingidos pela descarga elétrica causada por um raio na tarde deste domingo, 25, no local da concentração final da caminhada pela justiça e liberdade, em Brasília”, escreveu a sigla. “Agradecemos a todos que estavam no local, participando de um ato pacífico em prol do Brasil, assim como aos bombeiros, profissionais da saúde e equipes de emergência, que agiram com rapidez, prestando socorro imediato”. 

Leia a íntegra da nota divulgada pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal:

“O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) informa que, por volta das 12h50, foi acionado para atendimento a múltiplas vítimas em decorrência de uma descarga atmosférica (raio) na Praça do Cruzeiro, em Brasília.

“A Corporação atuou de forma imediata, empregando 25 viaturas, sendo 10 (dez) Unidades de Resgate (URs), para o pronto atendimento às pessoas atingidas.

“As equipes realizaram a triagem, o suporte pré-hospitalar e o transporte das vítimas, conforme os protocolos operacionais.

“Até o momento, o CBMDF contabiliza 72 vítimas atendidas no local, sendo que 42 estão estáveis, conscientes e orientadas. Trinta pessoas foram transportadas pelo CBMDF, encaminhadas ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) e ao Hospital Regional da Asa Norte (HRAN). Oito vítimas apresentavam condições instáveis.

“O CBMDF segue acompanhando a ocorrência e permanece à disposição para novas atualizações, conforme a consolidação das informações.”

Leia mais: 

A caminhada começou em Paracatu em 19 de janeiro, passando por trechos de Minas Gerais e Goiás até chegar à capital federal. O grupo também defende a derrubada dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao projeto da dosimetria, que poderia reduzir as penas de Bolsonaro e outros condenados pelos eventos do 8 de Janeiro.

Durante 7 dias, os participantes caminharam com acompanhamento de forças de segurança. Segundo Nikolas, o percurso teve caráter simbólico para mobilizar apoiadores contra o que ele considera decisões judiciais injustas relacionadas à prisão do ex-presidente.

Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apoiaram a iniciativa, mas não compareceram ao ato final. A ex-primeira-dama participou apenas de um momento de oração com Nikolas na manhã deste domingo.

Por medida de cautela, o GSI (Gabinete de Segurança Institucional) cercou o Palácio do Planalto com grades. A manifestação contou com reforço do policiamento do Distrito Federal.

Na semana anterior, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), proibiu protestos em frente ao Complexo Penitenciário da Papuda, onde Bolsonaro está detido, autorizando a retirada imediata de manifestantes que descumprissem a determinação.

Por: Poder360

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