• Segunda-feira, 4 de maio de 2026

Escala 6x1 vira foco de ofensiva do governo Lula e da Câmara nesta semana

Campanha nacional e articulação no Congresso marcam semana decisiva para proposta que reduz jornada e amplia descanso sem cortar salário

A proposta de mudança na escala de trabalho seis por um entrou no centro da agenda política em Brasília nesta semana, em uma ofensiva protagonizada pela Câmara dos Deputados e o governo federal para tentar destravar a medida ainda neste mês.

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), quer acelerar a tramitação do texto e já definiu um cronograma que prevê a aprovação do texto ainda em maio. Nesta semana, a expectativa é de que o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), relator da proposta, apresente seu parecer. Na semana passada, Motta já havia convocado sessões do plenário para todos os dias desta semana. A estratégia de convocar as sessões tinha como objetivo contar para o prazo da comissão especial responsável pela análise do texto.

Agora, o plano é aproveitar a mobilização política em torno do Dia do Trabalhador para consolidar apoio entre os parlamentares e dar tração à proposta.

Ao mesmo tempo, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou uma campanha nacional em defesa do fim da escala 6×1, com peças publicitárias que serão veiculadas em televisão, rádio, internet e cinema.

Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário”, a campanha busca ampliar o debate público e pressionar o Congresso pela aprovação da proposta.

O projeto estabelece a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, com manutenção dos salários, e prevê dois dias de descanso remunerado por semana, substituindo o modelo atual de seis dias de trabalho para um de folga.

Segundo o governo, cerca de 37 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados diretamente pela mudança . Dados oficiais indicam ainda que aproximadamente 14,8 milhões de brasileiros atuam atualmente na escala 6×1 .

A proposta também é defendida com base em estudos que associam jornadas mais longas ao aumento de problemas de saúde relacionados ao trabalho, além de possíveis impactos na produtividade.

Apesar da ofensiva conjunta, o texto enfrenta resistência de setores empresariais, que apontam risco de aumento de custos e impacto na organização do trabalho.

Por: ITATIAIA

Artigos Relacionados: