Nas ruas de Havana, os moradores falaram sobre ter que lidar com os apagões cada vez mais comuns. “Na minha área a luz cai todo dia. Cai todo dia à noite. Muitas vezes acordo sem luz. Aí a luz volta. E agora com isso, que ninguém esperava, está pior porque cheguei em casa de noite, sem luz. Hoje acordei sem luz. Fiz as coisas com uma lâmpada recarregável, mas que durou, sei lá, cinco minutos” “Esta é a terceira vez que acontece e, desde a primeira vez, tem sido uma experiência. A gente se prepara. Eu comprei lampadazinhas recarregáveis, tenho uma geladeira, coloco gelo, tenho água para beber e é isso. É como se viesse um ciclone. Você se prepara. E é isso, mais nada. Vela, lampadazinha, se acabar a lampadazinha, tenho vela. É o único jeito, é isso aí.” Desde que os Estados Unidos capturaram o presidente da Venezuela Nicolás Maduro, os envios de petróleo venezuelano a Cuba foram cortados, privando o país de sua fonte mais importante de combustível. Além disso, o governo norte-americano ameaçou impor tarifas a qualquer outro país que exportasse para a ilha, levando o México a suspender quaisquer embarques planejados. No entanto, nos últimos anos, mesmo antes das ações dos Estados Unidos para bloquear as vendas de petróleo, Cuba tem enfrentado uma série de grandes apagões, muitas vezes de alcance nacional. Isso, porque a Venezuela já havia reduzido os embarques para o país e por conta da envelhecida rede elétrica cubana, que necessita de investimentos. É proibida a reprodução deste conteúdo Relacionadas“A condição operacional que tínhamos naquele momento, fundamentalmente marcada pelo déficit de combustível que temos no país, fez com que se desencadeasse a queda parcial do sistema.”
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