A empresária paraguaia Dalia Angélica López, de 55 anos, foi capturada na última quinta-feira (2), em Assunção, após permanecer seis anos foragida. Ela é investigada por liderar um esquema criminoso que envolveria evasão de divisas, fraudes fiscais e falsificação de documentos, incluindo os passaportes utilizados pelo ex-jogador Ronaldinho Gaúcho e seu irmão, Assis, em 2020.
Após a prisão, Dalia passou a noite sob custódia e participou, na sexta-feira (3), de uma audiência realizada por videoconferência. Durante o procedimento, sua defesa solicitou que ela responda ao processo em prisão domiciliar, além de propor o pagamento de fiança no valor de 1 milhão de dólares (cerca de R$ 5,15 milhões). Segundo os advogados, não há risco de fuga, e a empresária enfrenta problemas de saúde.
De acordo com o advogado Adrián Salas, Dalia teria permanecido escondida por temer ameaças. Até o momento, a Justiça paraguaia ainda não se pronunciou sobre o pedido apresentado pela defesa.
Durante a operação que resultou na prisão, as autoridades encontraram na residência da empresária cerca de 220 mil dólares (aproximadamente R$ 1,1 milhão) e 330 milhões de guaranis (cerca de R$ 239,7 mil) em dinheiro vivo. A defesa afirma que os valores são provenientes de atividades comerciais da família e estariam devidamente declarados.
As investigações apontam que empresas ligadas à empresária teriam movimentado irregularmente cerca de 10 milhões de dólares (em torno de R$ 46,3 milhões) ao longo dos últimos cinco anos. Ela responde a acusações de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, que são contestadas por seus representantes legais.
O nome de Dalia López ganhou notoriedade em 2020, quando organizou a viagem de Ronaldinho Gaúcho ao Paraguai. O ex-jogador participou de eventos relacionados a um projeto social e ao lançamento de sua biografia. No entanto, ele e seu irmão acabaram detidos ao entrar no país com documentos considerados irregulares, permanecendo presos por 171 dias. Ambos já regularizaram sua situação perante a Justiça local.
Outro envolvido no caso, o brasileiro Wilmondes Souza Lira, segue sendo procurado pelas autoridades e consta na lista de difusão vermelha da Interpol.





