O rei de Lesoto, pequeno país no sul da África, Letsie III, ressaltou que o combate à fome é uma questão política e moral. "A desnutrição não é inevitável. Como líderes, devemos nos perguntar: vamos investir no futuro de milhões de crianças ou vamos virar as costas, mesmo sabendo o custo da inação?". Por meio de vídeo exibido na abertura da N4G, o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio Guterres, destacou que o mundo está longe da meta de erradicar a fome em 2030."Estamos longe de atender ao objetivo de fome zero fixado pela ONU para 2030. E esse atraso é uma razão convincente para que a gente reaja", afirmou Bayrou.
>>Encontro em Paris busca compromissos políticos por alimentação global"A luta contra a fome é um desafio global, que exige o compromisso de todos em que cada nível. É preciso uma mobilização política e financeira inédita, para transformar, de forma duradoura, nossos sistemas alimentares. O mundo sem fome não é uma utopia, é uma opção", afirmou Guterres.

*O repórter viajou a convite da Embaixada da França em Brasília Relacionadas"Ainda temos muito a fazer e com urgência. Todos nós temos responsabilidade e capacidade de contribuir para que milhões de crianças e adultos tenham seu direito humano à alimentação adequada assegurado e condições dignas de vida. Apenas juntos e juntas seremos capazes de construir um mundo mais justo, solidário e sustentável, que não deixe ninguém para trás, um mundo com menos armas e mais alimentos", afirmou Janja.

