As medidas de enfrentamento incluem o envio de equipes de resposta rápida, o fornecimento de suprimentos médicos, o reforço da vigilância, da confirmação laboratorial, das avaliações de prevenção e do controle de infecções, a criação de centros de tratamento seguros e o engajamento da comunidade.“[Isso] depende [também] da utilização de uma série de intervenções, como assistência clínica, vigilância e rastreamento de contatos, serviços laboratoriais, prevenção e controle de infecções em unidades de saúde, sepultamentos seguros.”
A doença
O ebola é classificado pela própria OMS como grave, frequentemente fatal, que afeta humanos e outros primatas. O vírus é transmitido aos humanos por animais selvagens, como morcegos frugívoros, porcos-espinhos e primatas não humanos, e passa de pessoa para pessoa por meio do contato direto com secreções, sangue, órgãos ou outros fluidos corporais de pacientes infectados. O contágio também ocorre por meio do contato com superfícies e materiais, como roupas de cama e vestuário, contaminados com fluidos. A taxa média de letalidade da doença é de cerca de 50%. Em surtos anteriores, segundo a OMS, as taxas de letalidade chegaram a 90%.Surtos
A OMS classifica o surto de ebola registrado entre 2014 e 2016 na África Ocidental como o maior e mais complexo desde a descoberta do vírus, em 1976. À época, houve mais casos e mortes do que em todos os outros surtos combinados. A doença também se espalhou entre países, começando na Guiné e atravessando fronteiras terrestres para Serra Leoa e Libéria.Sintomas
O período de incubação do ebola – intervalo de tempo entre a infecção pelo vírus e o início dos sintomas – varia de dois a 21 dias. Segundo a OMS, a pessoa infectada não transmite a doença até desenvolver sintomas. As alterações físicas incluem febre, fadiga, mal-estar, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta. Em seguida, aparecem vômitos, diarreia, dor abdominal, erupções cutâneas e sintomas de comprometimento das funções renais e hepáticas. Em casos menos frequentes, podem ocorrer sangramentos internos e externos. A própria OMS avalia que pode ser difícil distinguir clinicamente o ebola de outras doenças infecciosas, como malária, febre tifoide e meningite. Por esse motivo, diversos testes diagnósticos foram desenvolvidos para confirmar a presença do vírus.Tratamento e prevenção
O tratamento intensivo precoce, incluindo a reidratação com fluidos orais ou intravenosos, e o tratamento de sintomas específicos, segundo a OMS, melhoram a sobrevida do paciente. Especificamente para a doença causada pelo vírus Ebola (DEV), a OMS recomenda o tratamento com os anticorpos monoclonais. Já para outras doenças causadas pelo ebola, como é o caso do vírus Bundibugyo, não existem terapias aprovadas. Duas vacinas foram aprovadas para DEV: a Ervebo e a Zabdeno e Mvabea. A vacina Ervebo é recomendada pela entidade como parte da resposta a surtos identificados. Para orientar a população, a OMS preparou uma lista com as principais perguntas e respostas sobre o ebola. O que é o ebola? É uma enfermidade rara, porém grave, causada por um vírus pertencente ao gênero Orthoebolavirus, da família Filoviridae. As taxas de mortalidade variaram de 25% a 90%. Seis espécies de Orthoebolavirus foram identificadas até o momento, sendo três conhecidas por causarem grandes surtos: Ebola, Sudão e Bundibugyo. O reservatório animal dos vírus é desconhecido, mas as evidências atuais sugerem que morcegos frugívoros (Pteropodidae) podem ser hospedeiros. Quais os sintomas típicos da doença? Os sintomas podem surgir repentinamente e incluem:- febre;
- fadiga;
- dores musculares;
- dor de cabeça e dor de garganta.
- vômito;
- diarreia;
- feridas na pele;
- sangramento interno e externo.
- evitar contato físico com indivíduos suspeitos ou confirmados com ebola;
- não manusear corpos de pessoas que apresentaram sintomas de ebola e morreram sem as devidas precauções;
- lavar as mãos regularmente, seguindo as melhores práticas recomendadas pelas autoridades locais para a lavagem das mãos.
- evitar comer animais mortos ou tocá-los sem medidas de proteção, especialmente durante um surto de ebola;
- lavar bem as mãos antes e depois de tocar em qualquer animal ou produto de origem animal;
- cozinhar bem os produtos de origem animal (sangue e carne) antes do consumo.
- profissionais de saúde e assistência social em contato próximo com pacientes;
- cuidadores, familiares ou outras pessoas em contato físico direto com pessoas infectadas;
- pessoas em luto que têm contato físico direto com os corpos durante funerais ou rituais de sepultamento.
- aceitar visitas diárias da equipe de rastreamento de contatos para monitorar a saúde;
- permitir que a temperatura seja aferida;
- responder a todas as perguntas com a maior precisão possível e tirara todas as dúvidas;
- relatar sintomas (se houver) assim que os desenvolver;
- evitar viagens, a menos que a viagem tenha sido discutida com a autoridade de saúde local;
- tomar a vacina, se disponível.
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