O deputado federal Domingos Sávio (PL-MG) defendeu a adoção de medidas protecionistas na economia brasileira durante evento do Instituto Esfera, braço de formulação acadêmica da Esfera Brasil, com a presença de empresários e representantes do setor produtivo.
A fala se deu no contexto do acordo de livre comércio do Mercosul com a União Europeia, que enfrenta entraves no continente. Ao avaliar os prós e contras, o deputado criticou medidas adotadas pelos europeus que, segundo ele, limitam a expansão do agronegócio brasileiro.
“É preciso que ter protecionismo, sim. E eles [europeus] fazem isso. O que o Donald Trump está fazendo neste momento? Defesa dos interesses norte-americanos. Foi eleito para ser presidente dos Estados Unidos. Não estou dizendo que concordo que isso deva ser adotado no Brasil. Nós sempre temos o nosso jeito. Temos que defender a indústria brasileira”, disse.
A defesa de barreiras comerciais foi feita no mesmo raciocínio em que o deputado reiterou apoio ao livre mercado —que classificou como “inegociável”.
“Sou um defensor permanente do livre mercado. Nós votamos na legislatura passada o projeto de liberdade econômica. Esse tema precisa ser debatido, é muito importante, exige critérios, mas não podemos perder de vista a liberdade econômica.”
Ao mesmo tempo em que defende a abertura econômica, o deputado descreveu efeitos negativos de políticas protecionistas —prática que, na mesma fala, havia considerado necessária em determinados contextos.
“Essa coisa de ter medo da concorrência, acabar com a liberdade econômica, é o caminho do atraso, do sofrimento da população. Por consequência, você não desenvolve, não compete. Você acaba criando uma falsa proteção, você protege o atraso.”
Apesar disso, voltou a argumentar que há cenários em que a proteção comercial se justifica.
“Por outro lado, diante da realidade mundial, é preciso tomar muito cuidado. A concorrência é positiva, mas a concorrência predatória, que destrói o concorrente, é danosa, é inaceitável. Então, quais são os caminhos que devemos buscar?”





