O ministro da Fazenda e coordenador econômico da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Dario Durigan, afirmou neste domingo que as medidas anunciadas pelo governo durante a campanha respeitam a responsabilidade fiscal e não ampliam o limite de gastos do Executivo.
Após votar em um colégio na região da Avenida Paulista, em São Paulo, Durigan citou como exemplos os subsídios aos combustíveis, o fim das apostas esportivas online e o reajuste do Bolsa Família pela inflação. Segundo ele, as ações estão sendo elaboradas dentro do mesmo limite fiscal adotado pelo governo.
“Estamos trabalhando dentro do mesmo limite fiscal, não tem expansão fiscal. Nós garantimos superávit em 2027”, afirmou.
Propostas ainda sem cálculo de impacto
O ministro disse que ainda não há estimativas definidas para o impacto fiscal de medidas apresentadas durante a campanha, entre elas o Pé-de-Meia Universitário e o Pix MEI. De acordo com Durigan, os efeitos dependerão do espaço fiscal disponível, e os projetos ainda não estão prontos.
A declaração diferencia as medidas já anunciadas pelo governo das propostas que permanecem em fase de elaboração. O coordenador econômico não apresentou valores para o custo das iniciativas nem detalhou qual seria o espaço fiscal disponível para a execução delas.
Comparação entre governos
Durigan também afirmou que o resultado primário das contas públicas melhorou na gestão Lula em comparação com o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Esse indicador corresponde à diferença entre as receitas e as despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida.
Segundo o ministro, a melhora teria ocorrido ao mesmo tempo que houve redução da desigualdade social e da fome. Ele ponderou, porém, que ainda é necessário avançar no ajuste das contas públicas.
Sobre a disputa eleitoral, Durigan avaliou que a campanha de Lula ganhou força no segundo turno. Ele disse que até eleitores de centro-direita passaram a reconhecer, na candidatura, condições para defender a soberania, a democracia e o respeito a valores.
