• Quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Dólar cai para R$ 5,40 após invasão à Venezuela

Bolsa sobe 0,83% e aproxima-se dos 162 mil pontos

Apesar das tensões com a invasão da Venezuela e o sequestro de Nicolás Maduro, o mercado financeiro teve um dia de alívio. O dólar caiu para o menor valor em 25 dias. A bolsa de valores subiu e atingiu o maior nível desde a metade de dezembro. O dólar comercial encerrou esta segunda-feira (5) vendido a R$ 5,405, com queda de R$ 0,018 (-0,84%). A cotação iniciou o dia em alta, chegando a R$ 5,45 por volta das 10h30, mas inverteu a trajetória e passou a cair, acompanhando o movimento internacional. A moeda estadunidense está no menor valor desde 12 de dezembro. Na ocasião, a divisa fechou em R$ 5,41. No mercado de ações, o dia também foi marcado pelo otimismo. O índice Ibovespa, da B3, fechou a segunda aos 161.870 pontos, com alta de 0,83%. O indicador alternou altas e baixas durante a manhã, mas firmou a tendência de alta à tarde. A bolsa brasileira está no patamar mais alto desde 15 de dezembro. Ações de bancos e de mineradoras impulsionaram o Ibovespa nesta segunda. Após um início de pregão tenso no mercado global, prevaleceu a leitura de que a invasão da Venezuela deve ter um efeito deflacionário nos Estados Unidos. Isso porque o aumento da produção de petróleo deve elevar a oferta nos próximos meses, provocando a queda do preço dos combustíveis no mercado estadunidense no médio prazo. O barateamento dos combustíveis reduz a pressão sobre a inflação nos Estados Unidos, abrindo espaço para que o Federal Reserve (Fed, Banco Central estadunidense) corte os juros no início de 2026. Juros mais baixos em economias avançadas estimulam a migração de capitais para países emergentes, como o Brasil. *Com informações da Reuters Relacionadas
Brazil's Ambassador to the United Nations Sergio Franca Danese speaks during a UN Security Council meeting on U.S. strikes and the capture of Venezuelan President Nicolas Maduro and his wife, Cilia Flores, at the United Nations headquarters in New York, U.S., January 5, 2026. REUTERS/Brendan McDermid
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Por: Redação

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