• Terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Dólar abre em queda com cenário político e juros no Brasil e nos EUA

Na sexta-feira, o dólar terminou a sessão em forte alta de 2,31%, cotado a R$ 5,433. Ibovespa afundou 4,31%, aos 157,3 mil pontos

O operava em baixa na manhã desta segunda-feira (8/12), no início de uma semana marcada pelas decisões de política monetária no Brasil e nos . No cenário doméstico, a atenção dos investidores está voltada aos impactos políticos do anúncio da escolha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como possível candidato à Presidência da República em 2026. Ele teve o nome chancelado pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). No último pregão da semana passada, na sexta-feira (5/12), . Dólar Às 9h08, a moeda norte-americana recuava 0,26% e era negociada a R$ 5,421. Na sexta-feira, o dólar terminou a sessão em forte alta de 2,31%, cotado a R$ 5,433. Com o resultado, a moeda dos EUA acumula ganhos de 1,83% no mês e 12,09% no ano frente ao real. Ibovespa As negociações do , principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (), começam às 10 horas. No último pregão, . Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula perdas de 1,07% em dezembro e valorização de 30,83% em 2025. Leia também Repercussão da indicação de Flávio Bolsonaro para 2026 A indicação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para disputar as eleições presidenciais do ano que vem continua movimentando o mercado. A escolha de um integrante da família Bolsonaro foi comunicada a interlocutores próximos do ex-presidente Jair Bolsonaro na semana passada. É a primeira vez que Bolsonaro, que está preso na carceragem da Polícia Federal (PF) em Brasília, manifesta tal intenção. Bolsonaro avalia que o filho primogênito ganhará musculatura para a disputa a partir do momento em que se comportar como postulante ao Palácio do Planalto e fizer agendas pelo Brasil. Na avaliação do ex-presidente, Flávio consolida unidade partidária e conta com um relevante palanque de governadores aliados como Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, e Cláudio Castro (PL), no Rio de Janeiro. Por conta disso, a previsão é que o senador comece a fazer mais viagens pelo país e assuma protagonismo nos embates com o presidente Lula. Dentro da família Bolsonaro, Flávio também seria o candidato que passaria “previsibilidade” para a classe política e o segmento econômico, dado o perfil mais moderado que o dos irmãos. O mais provável, nesse novo cenário, é que Michelle concorra ao Senado pelo Distrito Federal e que algum partido de centro indique o vice na chapa de Flávio. A reação do mercado aos novos planos do bolsonarismo foi negativa em um primeiro momento. O candidato preferido ao Planalto por amplos setores do mercado financeiro é o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. No fim de semana, . Em entrevista à TV Record, o senador disse que não pretende retirar o nome da disputa, e que o “preço” para desistir da corrida presidencial é a “justiça” para o pai, condenado a 27 anos e 3 anos pela trama golpista. “O meu preço é justiça. E não é só justiça comigo, é justiça com quase 60 milhões de brasileiros que foram sequestrados — estão dentro de um cativeiro, neste momento, junto com o presidente Jair Messias Bolsonaro. Então, óbvio que não tem volta. A minha pré-candidatura à Presidência é muito consciente. Ela é para representar grande parte da população brasileira que não aceita mais essa quantidade enorme de desmandos”, disse Flávio. “Não tiro o meu nome, a não ser na condição de nós termos justiça — como eu falei aqui — não só com Bolsonaro, mas com centenas, com milhares, com milhões de brasileiros que estão sofrendo, angustiados, desesperançosos, com aquela sensação de: ‘A quem recorrer? O que a gente faz agora?’ Então, o lançamento do meu nome vem para resgatar esse brilho, para esquentar de novo o coração do brasileiro”, completou o senador. À espera da “superquarta” Além da questão política, o mercado financeiro continua em compasso de espera pela decisão dos bancos centrais do Brasil e dos EUA sobre a taxa de juros, na próxima quarta-feira (10/12). “Superquarta” é o termo usado no mercado financeiro para o dia em que coincidem as divulgações das taxas básicas de juros nos dois países. É o caso dessa quarta-feira, data na qual tanto o Comitê de Política Monetária (Copom), do , quanto o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do (Fed, o BC dos EUA), anunciam o resultado de suas reuniões, que começam na terça-feira (9/12). A taxa básica de juros é o principal instrumento do Banco Central (BC) para controlar a inflação. A Selic é utilizada nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas da economia. Quando o Copom aumenta os juros, o objetivo é conter a demanda aquecida, o que se reflete nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem conter a atividade econômica. Ao reduzir a Selic, por outro lado, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica. No Brasil, a ampla maioria dos analistas do mercado espera a manutenção da Selic – trata-se da mais elevada taxa de juros em quase duas décadas no país. O foco das atenções ficará voltado para o teor do comunicado do Copom, que pode indicar “pistas” sobre as próximas reuniões. Há grande expectativa em torno do corte de juros a partir do ano que vem, e a dúvida é quando isso ocorrerá, se em janeiro ou apenas em março. Nos EUA, (após redução de 0,25 ponto percentual na última reunião do Fed), e a maioria dos analistas do mercado aposta em mais um corte de juros em 2025. , a probabilidade de um novo corte de 0,25 ponto percentual nos juros dos EUA é de 89,6%. Por outro lado, 10,4% dos investidores apostam na manutenção do patamar atual.
Por: Metrópoles

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