• Terça-feira, 20 de janeiro de 2026

ES firma contrato com BTG para fundo de descarbonização de R$ 500 mi

Recursos do Funses serão usados para financiar projetos de baixo carbono no Estado; contrato será assinado em 27 de janeiro.

O governo do Espírito Santo assinará na 3ª feira (27.jan.2026) o contrato do Fundo de Descarbonização com o BTG Pactual. O governo do Estado aportará R$ 500 milhões, oriundos do Funses (Fundo Soberano do Espírito Santo), criado com receitas da exploração de petróleo e gás, para financiar projetos que reduzam as emissões de gases de efeito estufa. 

Desde 2015, o Estado capitaliza o fundo soberano com parte dos royalties do petróleo. A lei de 2019 determina que uma fração da receita com royalties e participações especiais seja poupada mensalmente.

O fundo foi pensado com foco em iniciativas como eficiência energética, geração de energia solar, produção de biometano, reflorestamento e tecnologias limpas, estruturadas por meio de um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios). 

A modalidade do FIDC permite captar recursos para financiar projetos por meio de recebíveis. O objetivo é apoiar iniciativas que reduzam as emissões de gases de efeito estufa, como eficiência energética, geração de energia solar, produção de biometano, reflorestamento e tecnologias limpas, fortalecendo a transição para uma economia de baixo carbono.

A iniciativa se alinha ao Plano Estadual de Descarbonização, que prevê redução de 27% das emissões até 2030 e neutralidade de carbono até 2050. Também busca consolidar o Espírito Santo como polo de investimentos sustentáveis no Brasil, conforme afirmou ao Poder360 o governador do ES, Renato Casagrande (PSB), em abril de 2025. 

A seleção da gestora envolveu 11 propostas. A BTG Pactual foi escolhida por sua experiência em gestão de recursos e comprometimento com projetos sustentáveis, garantindo transparência, rigor e potencial de captação de investimentos nacionais e internacionais, segundo o governo do Estado.  

A expectativa é que o fundo atraia empresas, bancos e organizações multilaterais interessadas em financiar soluções de baixo carbono, fortalecendo setores estratégicos da economia capixaba.

Por: Poder360

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