A sexta edição da Wine South America (WSA), que termina nesta quinta-feira (14) em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, transformou-se no epicentro das transformações do mercado vitivinícola. Com mais de 400 marcas expositoras, o evento reflete um setor que busca equilibrar tradição com novas demandas de consumo, destacando-se pela tecnologia de desalcoolização e pelo compromisso ambiental.
Uma das tendências mais fortes desta edição é a consolidação dos vinhos e espumantes zero álcool. Diferente de bebidas à base de suco, esses produtos passam pelo processo tradicional de vinificação e fermentação, tendo o álcool removido posteriormente por métodos tecnológicos que preservam as características sensoriais.
A responsabilidade ambiental deixou de ser um diferencial para se tornar o pilar estratégico das grandes vinícolas. A Miolo Wine Group anunciou durante a feira a conquista da Certificação Carbono Neutro para suas quatro unidades no Brasil. Alinhada a essa filosofia de mínima intervenção, a empresa lançou o Miolo Wild Gamay 2026, primeiro tinto da safra elaborado sem adição de conservantes (SO²).
No cenário internacional, a chilena Odfjell Vineyards reforçou o coro sustentável ao apresentar vinhos orgânicos e biodinâmicos, como o Armador Chardonnay 2025, destacando a importância de "solos vivos" para a expressão do terroir.
A Wine South America 2026 também serve como o primeiro grande termômetro após a entrada em vigor do Acordo Mercosul-UE. A Itália lidera a presença estrangeira com 32 empresas de 14 regiões diferentes, trazendo desde vinícolas artesanais até gigantes que produzem milhões de garrafas anuais.
Ao lado de expositores da Argentina, Uruguai e Chile, o evento reafirma a vocação da Serra Gaúcha como o ponto de encontro estratégico para quem deseja ditar o ritmo do mundo do vinho no continente.





