• Quinta-feira, 16 de abril de 2026

'Dinheiro por provas': entenda a estratégia polêmica de candidato nas eleições peruanas

Rafael López Aliaga também pede anulação das eleições alegando irregularidades; missão de observadores da UE afirmou não ter encontrado fraude

O candidato ultraconservador à presidência do Peru, Rafael López Aliaga, ofereceu, nesta quinta-feira (16), uma recompensa de 20 mil soles peruanos (cerca de 29 mil) reais a funcionários eleitorais que apresentem informações "verídicas e comprováveis" sobre irregularidades no pleito.

Durante um discurso aos apoiadores, López Aliaga deu "24 horas" às autoridades eleitorais para que declarem a "nulidade absoluta" da eleição. Enquanto isso, uma missão de observadores da União Europeia afirmou não ter encontrado "elementos objetivos" de fraude.

O ex-prefeito de Lima, admirador de Donald Trump, disputa voto a voto o segundo lugar para passar ao segundo turno em junho. A direitista Keiko Fujimori lidera a disputa com 17% na apuração parcial, com 92,9% das atas contabilizadas.

López Aliaga, que exige a "nulidade" da eleição, foi ultrapassado na quarta-feira (15) pelo esquerdista Roberto Sánchez. Mas a margem de diferença é extremamente pequena: 11,97% contra 11,91%, menos de 10 mil votos.

"Se você é funcionário da Onpe, do JNE ou de empresa vinculada ao processo eleitoral e tem informação verídica e comprovável sobre possíveis irregularidades, fraude ou sabotagem: a Renovação Popular oferece S/. 20 mil de recompensa", afirmou o candidato da Renovação Popular nas redes sociais. Ele ofereceu "confidencialidade absoluta". "O Peru precisa da verdade. Este é o momento de agir", acrescentou.

A maioria das atas que ainda faltam contar foi contestada. O Júri Nacional de Eleições deverá verificar se cerca de 5.200 delas, que reúnem centenas de milhares de votos, são válidas. "Pode levar algumas semanas para conhecer os resultados finais", disse à rádio RPP Álvaro Henzler, porta-voz da ONG Transparência.

A eleição presidencial, no último domingo (12), foi marcada por problemas na distribuição de cédulas de votação e urnas, o que provocou atrasos na abertura de dezenas de centros de votação em Lima.

Em uma jornada tumultuada, na qual policiais e promotores intervieram nas instalações do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (Onpe), cerca de 50 mil eleitores ficaram sem votar e tiveram o prazo estendido até segunda-feira (13). O chefe da Onpe, Piero Corvetto, foi denunciado junto com outros três funcionários por supostos crimes contra o sufrágio.

A candidata Keiko Fujimori (Força Popular) ampliou a vantagem nas eleições presidenciais do Peru, com 92% das urnas apuradas. Enquanto Fujimori tem 17% dos votos apurados, Sánchez e Aliaga têm 11,97% e 11,91%, respectivamente. A diferença pequena pode significar uma ida ao segundo turno.

López Aliaga tinha uma vantagem ampla com 50% das urnas apuradas e foi alcançado por Sánchez Palomino quando 89% das urnas foram checadas.

*Com AFP 

Por: ITATIAIA

Artigos Relacionados: