O governo britânico teme uma potencial escassez de dióxido de carbono (CO₂), que poderia afetar a indústria agroalimentar, e prepara medidas caso o Estreito de Ormuz permaneça bloqueado devido ao conflito no Oriente Médio, informou o jornal The Times nesta quinta-feira (16).
Segundo o jornal, o governo considerou esse cenário, entre outros, durante uma recente reunião de crise convocada para avaliar as consequências de um conflito prolongado, desencadeado em 28 de fevereiro pelos ataques dos EUA e de Israel ao Irã.
Nesse cenário, o fornecimento de dióxido de carbono, um subproduto da produção de fertilizantes a gás natural, poderia diminuir em 18%, com repercussões para diversos setores, incluindo a agricultura e a indústria agroalimentar.
Esse gás é utilizado no abate de suínos e aves, bem como para prolongar a vida útil de alimentos embalados. Empresas que o utilizam na produção de cerveja também poderiam ser afetadas.
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“Não quero comentar sobre um vazamento, mas agora que a informação veio à tona, espero que as pessoas se sintam mais tranquilas sabendo que estamos trabalhando nisso”, disse o Ministro de Negócios e Comércio, Peter Kyle, à Sky News, quando questionado sobre o artigo do The Times.
Uma redução no fornecimento do gás não deve causar grandes escassez nos supermercados, mas diminuiria a variedade de produtos disponíveis, segundo o The Times, que teve acesso ao documento que descreve esse cenário.
Para lidar com essa situação, o governo está considerando diversas medidas, como priorizar os setores de saúde e energia nuclear civil, onde o CO₂ é usado para refrigerar sangue, órgãos e vacinas, além da geração de eletricidade. O governo também poderia solicitar que os produtores de CO₂ aumentassem sua produção.
*Com informações da AFP
(Sob supervisão de Maria Fernanda Ramos)





