O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta 4ª feira (1º.abr.2026) que o preço do litro do diesel será mais caro nos Estados que não aderirem à proposta de subvenção para empresas importadoras do combustível. Ele concedeu entrevista à jornalista Miriam Leitão, do jornal O Globo.
Durigan afirmou que “pouquíssimos” Estados ainda não aderiram. Na 3ª feira (31.mar.2026), declarou que “2 ou 3” governadores ainda avaliavam a proposta.
O ministro voltou a dizer que a MP (Medida Provisória) com a medida será publicada nesta semana, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltar de viagem.
Ele está no Ceará e irá para Salvador às 15h desta 4ª feira (1º.abr.2026).
“O presidente está viajando. Vamos aguardar o presidente voltar para editar essa medida provisória, que já está combinada com os Estados. Eu espero que, nesse meio tempo, esses pouquíssimos Estados que ainda não aderiram também adiram, para que a gente tenha um benefício para a população nesses Estados, que é a nossa principal preocupação”, disse.
O governo federal e os Estados anunciaram na 3ª feira (31.mar.2026) uma proposta de subvenção para o diesel importado. A medida estabelece um valor total de R$ 1,20 por litro de diesel, dividido igualmente entre União e Estados.
A proposta foi apresentada na 5ª feira (27.mar.2026), durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária, realizada em São Paulo e presidida pelo Ministério da Fazenda.
Do valor total de R$ 1,20 por litro, R$ 0,60 serão assumidos pelo governo federal. Os outros R$ 0,60 ficarão sob responsabilidade dos governos estaduais. A contrapartida estadual será proporcional ao volume de diesel consumido em cada unidade da Federação. Leia a íntegra da nota (PDF-235kB).
Segundo o texto, a subvenção vigorará por até 2 meses e tem caráter excepcional e temporário. O objetivo é atenuar os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado nacional de combustíveis. A nota afirma que “mais de 80% dos Estados já sinalizaram positivamente com a adesão”.
A iniciativa busca assegurar previsibilidade e estabilidade no abastecimento de combustíveis no país e proteger a população dos “efeitos do choque de preços do petróleo” provocados pela guerra no Oriente Médio.





