• Quarta-feira, 1 de abril de 2026

Alta do querosene de aviação terá “consequências severas”, diz Abear

Petrobras confirmou aumento de até 56,26% no preço do combustível, o que deve impactar as operações das companhias.

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) disse nesta 4ª feira (1º.abr.2026) que o reajuste de até 56,26% no preço do querosene de aviação terá “consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo”. A medida foi anunciada pela Petrobras mais cedo.

O reajuste é válido já a partir desta 4ª feira (1º.abr) e deve impactar diretamente os custos de operação das companhias aéreas. No caso do consumidor, a tendência é afetar os preços das passagens. Leia a íntegra da tabela de preços divulgada pela Petrobras (PDF – 469 kB).

Em nota, a associação afirmou que a precificação do querosene “acompanha a paridade internacional, o que intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas”.

A Abear declarou que “tem defendido a implementação de mecanismos que permitam diminuir os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações”.

Leia a íntegra da nota:

“A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) alerta para os impactos do reajuste de 54,6% no preço do QAV (Querosene de Aviação). Somado ao aumento de 9,4% em vigor desde 1º de março, o combustível passa a responder por 45% dos custos operacionais das companhias aéreas. A medida tem consequências severas sobre a abertura de novas rotas e a oferta de serviços, restringindo a conectividade do país e a democratização do transporte aéreo. 

“Embora mais de 80% do QAV consumido no Brasil seja produzido internamente, sua precificação acompanha a paridade internacional, o que intensifica os efeitos das oscilações do preço do barril de petróleo sobre o mercado doméstico, ampliando os impactos de choques externos sobre os custos das companhias aéreas.

“Nesse sentido, a Abear tem defendido a implementação de mecanismos que permitam diminuir os impactos do aumento do QAV, garantindo o desenvolvimento do transporte aéreo, a conectividade nacional e a sustentabilidade econômica das operações.”

Por: Poder360

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