• Quinta-feira, 26 de março de 2026

Depois de 4 meses, Lula vai enviar indicação de Messias ao Senado

Presidente vai oficiar formalmente Alcolumbre na 6ª feira (27.fev) para iniciar a sabatina do indicado ao Supremo. Leia mais no Poder360.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve enviar na 6ª feira (27.mar.2026) ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a carta de indicação do ministro da AGU (Advocacia-Geral da União), Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal). A vaga deixada por Roberto Barroso está aberta há 4 meses.

A decisão representa mudança de estratégia do Planalto, que busca evitar que a sabatina ocorra próxima ou após as eleições. Até então, o governo adiava a formalização diante da resistência no Senado.

No governo, a avaliação é que a indicação ao STF é prerrogativa do presidente e não pode ficar indefinidamente condicionada à articulação política. Atualmente, o indicado ainda não tem os votos suficientes para ser aprovado.

Messias ganhou projeção nacional em 2016, no episódio conhecido como “Bessias”, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Próximo a Lula, é considerado “voz de confiança” do presidente em temas sensíveis, que vão da defesa institucional do governo a embates jurídicos no Congresso e no Supremo.

Hoje, Messias conta com cerca de 25 apoios declarados no Senado —bem abaixo dos 41 votos necessários para aprovação. O número é insuficiente para assegurar tramitação tranquila na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e no plenário.

Apesar disso, aliados do governo afirmam que o ambiente político melhorou nas últimas semanas. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse que Messias não enfrenta resistência relevante entre os senadores.

A tramitação depende diretamente de Davi Alcolumbre, responsável por pautar a sabatina na CCJ.

Levantamento do Poder360 mostra que Messias tem apoio declarado de 25 senadores. Ele precisa de ao menos mais 16 votos para atingir os 41 necessários e ocupar a vaga aberta há 5 meses com a saída de Barroso.

Antes da votação no plenário, o advogado-geral da União precisa ter seu nome aprovado pela CCJ, onde tem 10 dos 14 votos necessários. Outros 7 senadores são contrários e 10 ainda não declararam posição.

Ainda não há data para a sabatina de Messias na CCJ. O presidente da comissão, Otto Alencar (PSD), deve pautar o processo assim que a carta chegar ao Senado.

Por: Poder360

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