• Segunda-feira, 25 de maio de 2026

Cubanos protestam em frente à Embaixada dos EUA, em Havana

Cubanos se manifestam contra o indiciamento de Raúl Castro pela Justiça dos Estados Unidos; países vivem tensão

Milhares de cubanos protestaram, nesta sexta-feira (22), em frente à Embaixada dos Estados Unidos, em Havana, capital de Cuba, contra a acusação de Raúl Castro e as ameaças que o país vem enfrentando.

A manifestação iniciou-se pouco depois do amanhacer na orla da cidade e contou com a presença do presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, e do primeiro-ministro, Manuel Marrero. Membros da família Castro também estiveram no protesto, como a filha Mariela Castro, o filho Alejandro Castro e o neto Raúl Rodríguez Castro.

O ex-presidente cubano Raúl Castro, de 94 anos, foi formalmente indiciado na Justiça dos Estados Unidos, no início desta semana, por ter, supostamente, autorizado a derrubada de aviões com norte-americanos há três décadas.

O parlamentar cubano Gerardo Hernández foi o responsável em transmitir uma mensagem de Raúl Castro, que não esteve na manifestação, mas agradeceu "ao povo cubano e aos amigos de todo o mundo pela sua solidariedade".

O atual presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, condenou as acusações contra Castro e destacou que o povo não tolerá insultos a história e a heróis nacionais do país.

Desde a captura do ex-presidente da Venezuela Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, os Estados Unidos vêm pressionando o governo de Cuba a implementar reformas no sistema econômico e regime político da ilha. Porém, Havana rejeita as exigências, apontando as medidas infringem a soberania nacional.

Em uma tentativa de intensificar a pressão, Washington impôs um embargo petrolífero que piorou a crise energética que Cuba já enfrentava. Além disso, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva, em 1º de maio, que amplia as sanções econômicas, financeiras e comerciais em vigor há mais de 60 anos.

Nesta semana, o ex-presidente cubano Raúl Castro foi formalmente acusado na Justiça dos EUA, por ter, supostamente, autorizado a derrubada de aviões com norte-americanos há três décadas.

Logo após o indiciamento, um porta-aviões dos EUA chegou ao Caribe, segundo um anúncio das Forças Armadas norte- americanas. O grupo de ataque inclui o porta-aviões USS Nimitz, seu grupo aéreo embarcado e pelo menos um destróier de mísseis guiados.

O porta-aviões consegue transportar mais de 60 aeronaves de combate, além de ter um avançado sistema de armas, comando, comunicações e inteligência.

Por: ITATIAIA

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