Cinismo
O governo cubano considerou ainda um "grande cinismo" que "quem formule esta acusação seja o mesmo governo que assassinou cerca de 200 pessoas e destruiu 57 embarcações em águas internacionais do Caribe e do Pacífico, longe do território dos Estados Unidos, com o uso desproporcional da força militar, por supostos vínculos com operações de narcotráfico, que nunca foi provado". As autoridades da ilha classificaram igualmente como ilegítima a acusação contra "o líder da Revolução Cubana", Raúl Castro, atribuindo-a a "tentativas desesperadas de elementos anti-cubanos para construir uma narrativa mentirosa" contra a ilha mediante o reforço de "medidas coercivas unilaterais", bem como o bloqueio energético aplicado desde janeiro e ameaças de agressão armada. A acusação contra Castro, de 94 anos e irmão mais novo de Fidel Castro (1926-2016), surgiu em um momento de crescente pressão da administração do Presidente dos EUA, Donald Trump, contra o governo cubano, que inclui um bloqueio petrolífero imposto há cinco meses e uma ampliação de sanções econômicas contra a ilha. Trump impôs um bloqueio petrolífero à ilha, reforçou as ameaças de "tomar o controle" do país e ampliou as sanções contra a liderança cubana e o conglomerado empresarial militar Gaesa, responsável por cerca de 40% do produto interno bruto (PIB) da ilha, segundo as estimativas mais conservadoras. Estas ações, somadas à captura, em janeiro, do líder venezuelano Nicolás Maduro, aliado fundamental de Cuba, aprofundaram a crise econômica e humanitária que a ilha enfrenta, desabastecida de petróleo e com problemas energéticos. *É proibida a reprodução deste conteúdo Relacionadas
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