• Sábado, 14 de fevereiro de 2026

Crédito rural cresce 6% e atinge R$ 316,57 bilhões para o período da safra 2025/2026

Os recursos efetivamente concedidos, já liberados nas contas dos produtores, alcançaram R$ 307,11 bilhões, alta de 3%, segundo dados do Sicor.

Os recursos efetivamente concedidos, já liberados nas contas dos produtores, alcançaram R$ 307,11 bilhões, alta de 3%, segundo dados do Sicor. O crédito rural empresarial apresentou desempenho positivo para o período do Plano Safra 2025/2026. Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, os recursos contratados somaram R$ 316,57 bilhões, crescimento de 6% em relação ao mesmo período da safra anterior. Os recursos efetivamente concedidos, já liberados nas contas dos produtores, alcançaram R$ 307,11 bilhões, alta de 3%, segundo dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central. O principal destaque do período foi o crescimento das Cédulas de Produto Rural (CPR), que avançaram 37%, atingindo R$ 143,22 bilhões. Como a maior parte dos recursos captados por meio da CPR destina-se ao custeio da safra, ao somar o custeio tradicional e a CPR, o volume total destinado ao financiamento da produção alcançou R$ 241,38 bilhões, 10% acima do registrado na safra 2024/2025.
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    Em sentido oposto, o crédito para investimentos recuou 20%, totalizando R$ 35,41 bilhões contratados. Entre os programas, o Programa de Construção de Armazéns (PCA) manteve-se praticamente estável, com leve retração de 1%. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Cenário de cautela O ambiente mais restritivo reflete fatores tanto de demanda quanto de oferta de crédito. Do lado da demanda, os produtores rurais priorizaram o custeio, essencial para a produção imediata. Do lado da oferta, as instituições financeiras adotaram postura mais cautelosa, influenciadas pelas elevadas taxas de juros, a Selic mantém-se em 15% ao ano, embora haja expectativa de redução superior a dois pontos percentuais até o fim de 2026. A comercialização registrou R$ 20,56 bilhões contratados, queda de 10%. Já a industrialização apresentou movimento oposto, com R$ 19,22 bilhões e crescimento de 45%, indicando maior interesse no beneficiamento e na agregação de valor à produção agrícola. Fontes de recursos As fontes controladas totalizaram R$ 92,26 bilhões, recuo de 7% em relação ao ano anterior. Destacam-se os recursos obrigatórios (R$ 30,89 bilhões, -6%), a LCA controlada (R$ 24,60 bilhões, +4.649%) e a poupança rural controlada (R$ 12,73 bilhões, -8%). Os fundos constitucionais somaram R$ 11,74 bilhões, com desempenho variado entre as regiões. As fontes não controladas registraram R$ 71,63 bilhões (-25%), com destaque para a LCA livre (R$ 37,41 bilhões, -33%) e a poupança rural livre (R$ 30,35 bilhões, +21%). Número de contratos O total de contratos firmados caiu 24%, passando de 445.156 para 337.548 operações. A redução concentrou-se principalmente nos segmentos de agricultura empresarial (demais produtores, -38%) e de CPR (-14%). O Pronamp registrou 133.261 contratos, queda de 18%. Os dados indicam um semestre marcado pela expansão da CPR e pela retração das linhas tradicionais, especialmente as de investimento. A participação da CPR no total concedido passou de 34% para 47%, sinalizando mudança no perfil de captação de recursos pelos produtores rurais brasileiros. Fonte: MAPA VEJA TAMBÉM:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado por Myllena Seifarth sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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