• Quinta-feira, 23 de abril de 2026

Correios negociam novo empréstimo, mas descartam usar teto de R$ 8 bilhões

Presidente da estatal diz que medidas de reestruturação já garantiram fôlego de caixa; valor a ser contratado deve ser menor

O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, afirmou que a estatal segue em negociação com bancos para captar um novo empréstimo como parte do plano de reestruturação financeira da empresa. A declaração foi feita nesta quinta-feira (23).

Em fevereiro, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou a contratação de até R$ 8 bilhões. Apesar do limite aprovado, Rondon descartou, por ora, a necessidade de utilizar o valor integral. Segundo ele, as medidas já adotadas para recomposição financeira garantiram maior liquidez à companhia, o que deve reduzir o montante de um eventual novo crédito.

Na primeira fase do plano, os Correios captaram R$ 12 bilhões junto a um pool de bancos no fim de 2025. Os recursos foram usados para assegurar a liquidez imediata, regularizar o fluxo financeiro, quitar obrigações em atraso e recuperar a credibilidade com fornecedores, empregados e clientes.

As operações de crédito contam com garantia da União, com o Tesouro Nacional responsável por cobrir eventuais inadimplências. Entre outras medidas em andamento, a estatal realiza leilões de imóveis sem uso operacional, com expectativa de arrecadar cerca de R$ 1,5 bilhão em receitas extraordinárias. A iniciativa também busca reduzir custos de manutenção e contribuir para o equilíbrio do caixa.

Outra frente foi a reabertura do Programa de Demissão Voluntária (PDV), em janeiro de 2026. A expectativa inicial era de adesão de 10 mil empregados, mas 3.181 funcionários optaram pelo desligamento, o equivalente a cerca de 30% do público-alvo.

O plano de reestruturação ainda prevê o reequilíbrio do plano de saúde, a renegociação de passivos judiciais e o fechamento de 16% das agências da companhia.

* Com informações de CNN Brasil

Por: ITATIAIA

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