• Quinta-feira, 23 de abril de 2026

Correios admitem novas medidas após baixa adesão a programa de demissão voluntária

Com apenas 31% do público-alvo, PDV deve gerar economia menor que a prevista; estatal avalia ações complementares

Diante da baixa adesão ao Programa de Demissão Voluntária (PDV), o presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, sinalizou que a estatal poderá adotar medidas complementares para atingir as metas de redução de custos. A expectativa inicial era de que 10 mil empregados aderissem ao programa.

No entanto, apenas 3.181 trabalhadores optaram pelo desligamento voluntário, o equivalente a 31% do público-alvo. Com isso, a economia projetada pela empresa deve alcançar cerca de 40% do valor inicialmente estimado.

Segundo os Correios, a economia anual prevista com o PDV é de R$ 2,1 bilhões, com impacto pleno a partir de 2028. A medida faz parte do esforço para reduzir a rigidez da estrutura de custos da estatal.

No ciclo anterior do programa, realizado entre 2024 e 2025, foram registrados 3.756 desligamentos voluntários, com economia de R$ 147,1 milhões em 2025. Para 2026, a projeção é de uma economia de R$ 775,7 milhões com a iniciativa.

O Plano de Reestruturação dos Correios foi aprovado em novembro do ano passado, após a estatal registrar prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025. A primeira fase foi voltada à reorganização do fluxo financeiro, regularização de pendências com fornecedores e terceirizados e recuperação da previsibilidade orçamentária.

Como parte desse processo, a empresa captou R$ 12 bilhões em crédito junto a um pool de bancos, garantindo liquidez imediata para normalizar o fluxo financeiro, quitar dívidas em atraso e restabelecer a confiança de fornecedores, empregados e clientes.

Entre as medidas estruturais em andamento, também estão leilões de imóveis sem uso operacional. A expectativa é gerar cerca de R$ 1,5 bilhão em receitas extraordinárias, além de reduzir despesas de manutenção e contribuir para o reequilíbrio do caixa.

Por: ITATIAIA

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