• Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Conta de luz segue com cobrança extra em junho; entenda

Agência Nacional Energia Elétrica (Aneel) decidiu manter a cobrança extra na conta de luz dos brasileiros

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou, nesta sexta-feira (29), que a bandeira tarifária no mês de junho seguirá no patamar amarelo, gerando um custo adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos pelos brasileiros. Segundo a reguladora, a decisão ocorre devido ao período seco no Brasil.

A Aneel argumenta que essa condição leva a uma “geração hidrelétrica menor e ao acionamento de usinas termelétricas, com custo mais elevado”. “De janeiro a abril deste ano, a bandeira tarifária permaneceu verde, refletindo as condições favoráveis de geração. Em maio, foi acionada a bandeira amarela e essa situação permanece para o mês de junho”, confirmou.
É o segundo mês consecutivo em que há cobrança extra na conta de luz. De janeiro até abril a reguladora manteve a bandeira tarifária no patamar verde, quando as condições de geração de energia elétrica por meio das hidrelétricas são consideradas favoráveis.

Com a chegada de um El Niño, tido pelos especialistas como de grandes proporções, o país deve ter uma seca acentuada no Norte e no Nordeste nos próximos meses. O fenômeno é caracterizado pelo aquecimento anormal e persistente das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, alterando a circulação dos ventos e mudando o padrão de chuvas e temperatura.

Segundo o coordenador de mercado de energia da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Sérgio Pataca, o cenário exige atenção nos próximos meses. “O sistema elétrico brasileiro já sente os efeitos da redução das chuvas e da piora das condições hidrológicas. A manutenção da bandeira amarela demonstra que o custo de geração aumentou e exige atenção diante da aproximação do período seco mais intenso”, disse.

O especialista afirma que, mesmo sendo menos onerosa que uma bandeira vermelha, a amarela funciona como um alerta para consumidores e empresas. “O país ainda possui reservatórios em condições razoáveis, mas a evolução do cenário dependerá diretamente do comportamento das chuvas e da necessidade de acionamento das termelétricas nos próximos meses”, destacou.

Por: ITATIAIA

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