Pressão cambial
No câmbio, o dólar encerrou maio com alta de 1,82%, após ter recuado 4,36% em abril. A valorização da moeda estadunidense refletiu a saída líquida de capital estrangeiro da bolsa brasileira, estimada em R$ 14,1 bilhões no mês até o dia 27. Pela manhã, o dólar chegou à máxima de R$ 5,07, mas perdeu força ao longo do dia. Além do fluxo externo, o mercado reagiu à percepção de juros elevados por mais tempo no Brasil e nos Estados Unidos. A economia brasileira cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026 ante o trimestre anterior, resultado acima das expectativas e que reforçou dúvidas sobre a continuidade do ciclo de cortes da Selic. Investidores também acompanharam desdobramentos políticos e geopolíticos, incluindo a decisão dos Estados Unidos de classificar as facções PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.Petróleo despenca
Os preços do petróleo fecharam em forte queda no mês diante da expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã que possa reduzir tensões no Oriente Médio e normalizar o fluxo no Estreito de Ormuz. O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, caiu 17,4% em maio e encerrou esta sexta-feira cotado a US$ 91,12 por barril. O WTI, dos Estados Unidos, acumulou baixa de 16,8% no mês, fechando a US$ 87,36. A commodity chegou a operar abaixo de US$ 90 durante o pregão após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre uma possível decisão de acordo com o Irã. A perspectiva de redução dos riscos de oferta pressionou para baixo as cotações internacionais do petróleo, afetando ações da Petrobras e do setor de energia na bolsa brasileira. * Com informações da Reuters Relacionadas
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