A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajustes nas tarifas de oito distribuidoras de energia elétrica na quarta-feira (22), conforme previsto nos processos periódicos estabelecidos nos contratos de concessão. As variações médias vão de 5% a 15%, dependendo da região atendida por cada empresa, afetando mais de 22 milhões de unidades consumidoras em todo o país. (veja mais abaixo)
De modo geral, os aumentos foram impulsionados principalmente pelos custos com encargos setoriais, além das despesas relacionadas à compra e à transmissão de energia.
Entre as concessionárias, a CPFL Santa Cruz, sediada em Jaguariúna (SP), apresentou o maior reajuste médio, de 15,12% ao consumidor. A empresa atende cerca de 527 mil unidades em 45 municípios de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.
A Enel Ceará teve aumento médio de 5,78% e atende mais de 4,11 milhões de unidades consumidoras. Já na Bahia, a Coelba registrou elevação média de 5,85%, alcançando aproximadamente 6,92 milhões de unidades.
Em alguns casos, os reajustes foram suavizados por meio do diferimento tarifário, mecanismo que permite adiar o repasse de parte dos custos para ciclos tarifários futuros. Com isso, o impacto imediato na conta de luz é reduzido, conforme estabelecem os Procedimentos de Regulação Tarifária (Proret).
Esse foi o caso da Neoenergia Cosern, com sede em Natal (RN), que atende mais de 1,6 milhão de unidades em 167 municípios. Após o diferimento, o reajuste médio ficou em 5,40%.
A mesma estratégia foi aplicada à Energisa Sergipe Distribuidora de Energia, responsável por mais de 919 mil unidades consumidoras, resultando em alta média de 6,86%.
Na CPFL Paulista, que atende mais de 5 milhões de unidades em 234 municípios, o reajuste médio foi de 12,13%. Já a Energisa Mato Grosso do Sul registrou aumento médio de 12,11%, atendendo cerca de 1,17 milhão de consumidores.
Por fim, a Energisa Mato Grosso, com atuação em 141 municípios e mais de 1,7 milhão de unidades consumidoras, teve efeito médio de 6,86%.
O custo da energia elétrica segue como um dos principais pontos de atenção do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Estimativas recentes da Aneel indicam um aumento médio de 8% nas tarifas ao longo deste ano, acima da inflação. A projeção consta no boletim InfoTarifa, divulgado trimestralmente pela agência.
O governo federal chegou a considerar a possibilidade de um empréstimo para amenizar os reajustes, mas a proposta enfrentou divergências internas e não avançou.
Segundo apuração do g1, o custo desse crédito acabaria sendo repassado aos consumidores com juros nos anos seguintes, o que poderia gerar impactos futuros nas tarifas.





