• Quinta-feira, 23 de abril de 2026

Conta de luz ficará mais cara para moradores de várias regiões do Brasil neste mês

Oito distribuidoras de energia elétrica tiveram reajustes aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na quarta-feira (22)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajustes nas tarifas de oito distribuidoras de energia elétrica na quarta-feira (22), conforme previsto nos processos periódicos estabelecidos nos contratos de concessão. As variações médias vão de 5% a 15%, dependendo da região atendida por cada empresa, afetando mais de 22 milhões de unidades consumidoras em todo o país. (veja mais abaixo)

De modo geral, os aumentos foram impulsionados principalmente pelos custos com encargos setoriais, além das despesas relacionadas à compra e à transmissão de energia.

Entre as concessionárias, a CPFL Santa Cruz, sediada em Jaguariúna (SP), apresentou o maior reajuste médio, de 15,12% ao consumidor. A empresa atende cerca de 527 mil unidades em 45 municípios de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.

A Enel Ceará teve aumento médio de 5,78% e atende mais de 4,11 milhões de unidades consumidoras. Já na Bahia, a Coelba registrou elevação média de 5,85%, alcançando aproximadamente 6,92 milhões de unidades.

Em alguns casos, os reajustes foram suavizados por meio do diferimento tarifário, mecanismo que permite adiar o repasse de parte dos custos para ciclos tarifários futuros. Com isso, o impacto imediato na conta de luz é reduzido, conforme estabelecem os Procedimentos de Regulação Tarifária (Proret).

Esse foi o caso da Neoenergia Cosern, com sede em Natal (RN), que atende mais de 1,6 milhão de unidades em 167 municípios. Após o diferimento, o reajuste médio ficou em 5,40%.

A mesma estratégia foi aplicada à Energisa Sergipe Distribuidora de Energia, responsável por mais de 919 mil unidades consumidoras, resultando em alta média de 6,86%.

Na CPFL Paulista, que atende mais de 5 milhões de unidades em 234 municípios, o reajuste médio foi de 12,13%. Já a Energisa Mato Grosso do Sul registrou aumento médio de 12,11%, atendendo cerca de 1,17 milhão de consumidores.

Por fim, a Energisa Mato Grosso, com atuação em 141 municípios e mais de 1,7 milhão de unidades consumidoras, teve efeito médio de 6,86%.

O custo da energia elétrica segue como um dos principais pontos de atenção do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Estimativas recentes da Aneel indicam um aumento médio de 8% nas tarifas ao longo deste ano, acima da inflação. A projeção consta no boletim InfoTarifa, divulgado trimestralmente pela agência.

O governo federal chegou a considerar a possibilidade de um empréstimo para amenizar os reajustes, mas a proposta enfrentou divergências internas e não avançou.

Segundo apuração do g1, o custo desse crédito acabaria sendo repassado aos consumidores com juros nos anos seguintes, o que poderia gerar impactos futuros nas tarifas.

Por: NSC Total

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