O fortalecimento do Brasil como potência exportadora e a inovação no campo foram destaques no 4º Congresso da Abramilho, realizado nesta quarta-feira (13), em Brasília. O evento reuniu lideranças políticas, diplomatas e especialistas para discutir o papel estratégico do milho e do sorgo na economia nacional e na transição energética global.
Um dos anúncios mais impactantes partiu do secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luís Rua. Ele afirmou que o Brasil deve ultrapassar os Estados Unidos ainda este ano, consolidando-se como o maior exportador de produtos agropecuários do mundo.
O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou o avanço da mistura de etanol na gasolina, com a expectativa de passar de 30% para 32% (E32). Alckmin classificou o etanol de milho como um "sucesso" da matriz energética brasileira, posicionando o grão como peça-chave para o desenvolvimento econômico sustentável.
Nesse cenário, o sorgo surge como uma nova fronteira. Segundo a presidência da Abramilho, o grão ganha relevância por ser mais tolerante à seca e ter custo de produção reduzido, tornando-se uma alternativa estratégica para a produção de biocombustíveis em regiões onde a janela de plantio do milho é mais restrita.
O embaixador da China no Brasil, Zhu Qingqiao, também marcou presença, reforçando que a agricultura do futuro é indissociável do avanço científico. "Precisamos remar para a mesma direção", afirmou o diplomata, defendendo a cooperação internacional para enfrentar desafios climáticos e produtivos.
No campo da inovação, a CTNBio destacou a maturidade da biotecnologia no país. O presidente da comissão, Mario Murakami, pontuou que a técnica de edição gênica, antes cercada de cautela, hoje é uma realidade consolidada que garante produtividade e segurança alimentar.





