Deportação
Em ambos os casos, prefeitos e governadores democratas exigiram que o governo Trump retirasse os agentes federais enviados principalmente para cidades lideradas por democratas, em uma medida aprovada por muitos dos apoiadores do presidente depois que Trump fez campanha com a promessa de deportar imigrantes sem documentos. Os democratas e os ativistas dos direitos civis condenaram as operações agressivas de fiscalização como uma provocação desnecessária.Tanto no tiroteio de Minneapolis quanto no de Portland, autoridades afirmam que os incidentes fazem parte de uma tendência crescente de suspeitos criminais e ativistas anti-Trump usarem seus carros como armas, embora as imagens de vídeo às vezes sejam capazes de contradizer essas alegações."Quando um presidente endossa a separação de famílias e tenta governar por meio do medo e do ódio, em vez de valores compartilhados, você promove um ambiente de ilegalidade e imprudência", disse a governadora do Oregon, Tina Kotek.
Morte
Em Minnesota, um agente do ICE matou a tiros Renee Nichole Good, uma cidadã americana que, segundo um ativista, participava de uma “patrulha de bairro” que observa as atividades do ICE. Autoridades americanas alegaram que ela tentou atropelar o agente, enquanto os defensores da mulher afirmaram acreditar que o vídeo mostrava que ela desviou do agente. No incidente de Portland, o Departamento de Segurança Interna afirmou que o motorista, suspeito de ser membro de uma gangue venezuelana, tentou usar seu veículo como arma e atropelar os agentes. Em resposta, o Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS na sigla em inglês) afirmou que “um agente disparou um tiro defensivo” e o motorista e um passageiro fugiram. A polícia de Portland afirmou que duas vítimas de tiros foram encontradas mais tarde a cerca de três quilômetros de distância e levadas a um hospital. Diante da possibilidade de distúrbios civis, o governador de Minnesota, Tim Walz, colocou a Guarda Nacional do estado em alerta. Centenas de manifestantes se reuniram em Minneapolis na quinta-feira, gritando "vergonha" e "assassinato" contra policiais federais armados e mascarados."Nós não queremos vocês", disse ela sobre os policiais federais. "Vocês não têm o direito de estar aqui. Estão destruindo nossas comunidades", argumentou. Autoridades de Minnesota reclamaram que lhes foi negado acesso às provas da cena do crime, aos materiais do caso e aos depoimentos. A secretária do DHS, Kristi Noem, disse a repórteres em Nova York que Minnesota simplesmente não tinha jurisdição. Sem acesso, o Departamento de Investigação Criminal de Minnesota disse que se retirou da investigação.“Sinto que estamos em um momento decisivo. Não me canso de repetir, mas as coisas precisam mudar”, disse Rachel Hoppei, 52 anos, manifestante de Minneapolis.
Operação
O agente do ICE que atirou em Good estava entre os dois mil agentes federais que o governo Trump enviou para a área de Minneapolis no que descreveu como a “maior operação do DHS de todos os tempos”. Parte da repressão nacional de Trump aos migrantes, a operação também foi montada em resposta a uma investigação politicamente carregada sobre alegações de fraude contra alguns grupos sem fins lucrativos da comunidade somali. Relacionadas
Papa condena racismo e violência nos EUA e pede reconciliação nacional
Minneapolis protesta após morte de cidadã dos EUA pela polícia do ICE
Agente de imigração atira e mata mulher em Minneapolis, nos EUA





