O embaixador do Irã na ONU (Organização das Nações Unidas), Amir Saeid Iravani, responsabilizou, nesta 6ª feira (9.jan.2026), os Estados Unidos pela escalada de violência nos protestos que foram realizados no Irã. A declaração foi feita durante pronunciamento ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Segundo o representante iraniano, Washington atua em coordenação com Israel para desestabilizar o regime de Teerã. Iravani denunciou o que chamou de “conduta contínua, ilegal e irresponsável dos Estados Unidos da América”. O diplomata afirmou que os EUA promoveram a “transformação de manifestações pacíficas em atos violentos, subversivos e de vandalismo generalizado” em território iraniano.
Segundo a Reuters, na carta enviada ao Conselho de Segurança, o embaixador iraniano condenou explicitamente “a conduta contínua, ilegal e irresponsável dos Estados Unidos da América, em coordenação com o regime israelense, ao interferir nos assuntos internos do Irã por meio de ameaças, incitação e incentivo deliberado à instabilidade e à violência”.
As manifestações contra o regime e as dificuldades econômicas ganharam força desde dezembro e já atingiram todas as 31 províncias do país persa. A ONG (Organização Não Governamental) norueguesa Iran Human Rights contabilizou ao menos 45 mortes relacionadas aos protestos até esta 6ª feira (9.jan).
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), elevou a tensão entre os 2 países ao fazer declarações, advertindo que haveria um “inferno a pagar” caso as autoridades iranianas reprimam violentamente os manifestantes.
“É melhor não começarem a atirar, porque nós também começaremos a atirar”, disse o republicano a jornalistas na Casa Branca nesta 6ª feira (9.jan.2026). As ameaças norte-americanas vieram poucos dias depois de os EUA atacarem a Venezuela e aproximadamente 7 meses depois da ofensiva conjunta de Washington e Israel contra instalações nucleares iranianas.
O embaixador iraniano argumentou que as práticas americanas comprometem os princípios da Carta da ONU e violam normas do direito internacional, colocando em risco a paz e a segurança globais.





