• Sábado, 14 de fevereiro de 2026

Com impulso das CPRs, crédito rural registra crescimento de 6%

Com o salto de 37% nas CPRs, o crédito rural registra crescimento de 6% no acumulado da safra 2025/26, somando R$ 316,57 bilhões. Veja os detalhes.

Com o salto de 37% nas CPRs, o crédito rural registra crescimento de 6% no acumulado da safra 2025/26, somando R$ 316,57 bilhões. Veja os detalhes. O agronegócio brasileiro encerrou o primeiro semestre do ciclo 2025/2026 com sinais claros de resiliência e mudança estrutural. Entre julho de 2025 e janeiro de 2026, o crédito rural registra crescimento de 6% no volume de recursos contratados, atingindo a cifra de R$ 316,57 bilhões. O desempenho reflete a capacidade do produtor em buscar alternativas diante de um cenário de juros elevados. De acordo com o levantamento do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central, o montante efetivamente liberado nas contas dos produtores chegou a R$ 307,11 bilhões. Embora as linhas tradicionais enfrentem desafios, o setor encontrou fôlego no mercado de capitais privado.
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    O fenômeno das Cédulas de Produto Rural (CPRs) O grande motor por trás do dado positivo é a Cédula de Produto Rural (CPR). Enquanto outras modalidades oscilaram, a CPR apresentou um salto de 37%, movimentando R$ 143,22 bilhões. Esse título privado tornou-se o pilar do financiamento moderno: sua participação no total concedido saltou de 34% para expressivos 47% em apenas um ano. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Como o foco do campo foi garantir o plantio, o crédito rural registra crescimento de 6% amparado nessa migração para o custeio. Ao somar o custeio tradicional às CPRs, o volume destinado a financiar a produção somou R$ 241,38 bilhões — um avanço de 10% sobre a safra anterior. Seletividade e Cautela nos Investimentos Se por um lado o custeio avança, o setor de máquinas e infraestrutura pisa no freio. O crédito para investimentos recuou 20%, totalizando R$ 35,41 bilhões. Até mesmo o Programa de Construção de Armazéns (PCA) registrou uma leve retração de 1%. Essa retração é explicada por dois fatores principais:
  • Demanda focada no imediato: O produtor priorizou insumos e sementes para garantir a safra atual.
  • Custo do dinheiro: Com a Selic mantida em 15% ao ano, as instituições financeiras adotaram uma postura mais rigorosa na oferta de crédito de longo prazo.
  • Perspectivas para 2026 Apesar do cenário restritivo, há otimismo no horizonte. O mercado projeta uma redução da taxa básica de juros na próxima reunião do Copom, em março. A expectativa do Governo Federal é que a Selic encerre 2026 com um decréscimo superior a dois pontos percentuais, o que pode destravar os investimentos represados. No campo da agregação de valor, os dados do Sicor mostram que o setor de industrialização cresceu 45%, alcançando R$ 19,22 bilhões. O movimento indica que, além de produzir, o agricultor brasileiro está investindo pesado no beneficiamento de sua produção para aumentar as margens de lucro. VEJA MAIS:
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  • ℹ️ Conteúdo publicado pela estagiária Ana Gusmão sob a supervisão do editor-chefe Thiago Pereira Quer ficar por dentro do agronegócio brasileiro e receber as principais notícias do setor em primeira mão? Para isso é só entrar em nosso grupo do WhatsApp (clique aqui) ou Telegram (clique aqui). Você também pode assinar nosso feed pelo Google Notícias
    Por: Redação

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