O Ministério do Comércio da China proibiu na 3ª feira (6.jan.2026) a exportação de itens que podem ser usados em aplicações militares ao Japão. As terras raras –elementos minerais utilizados em setores de tecnologia– fazem parte dessa lista. A medida tem efeito imediato.
A decisão do governo chinês diz que a proibição é para empresas militares japonesas, mas não deixa claro se companhias de tecnologia e do setor automobilístico –como Honda e Toyota– serão afetadas. Eis a íntegra do comunicado (PDF – 41 kB, em inglês).
A medida foi uma reação às falas da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi (Partido Liberal Democrata, direita), sobre Taiwan. Em novembro, Takaichi disse que uma invasão chinesa à ilha daria direito ao Japão de retaliar a China à força.
Desde que assumiu o governo japonês em outubro, Takaichi tem dado declarações de que pretende aumentar os gastos militares do país.
Essa escalada militar tem incomodado a China, que argumenta que Tóquio está quebrando uma série de compromissos internacionais que impediam a militarização japonesa.
Em conversa com jornalistas, um porta-voz do Ministério do Comércio confirmou que as falas de Takaichi a respeito de Taiwan foram responsáveis pela adoção da medida e que a China se recusa a ajudar no “aprimoramento das capacidades militares” do Japão.
“As recentes declarações errôneas feitas por líderes japoneses a respeito de Taiwan, que insinuaram a possibilidade de intervenção militar no Estreito de Taiwan, constituem uma grave interferência nos assuntos internos da China”, declarou o porta-voz.





