Há exatamente 40 anos, em 26 de abril de 1986, o reator RBMK da unidade 4 da usina nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, explodiu durante um teste planejado de baixa potência, causando a liberação de grandes quantidades de radiação na atmosfera, sendo assim o maior acidente nuclear do mundo.
Até hoje, não é possível calcular o número exato de vítimas da tragédia. Uma estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU), feita em 2005, apontou que ao menos 4 mil pessoas de diferentes países podem ter morrido nos anos seguintes por doenças associadas à nuvem de radiação.
Os elementos radioativos emitidos na atmosfera foram iodo, estrôncio e césio. Até os dias atuais, segundo a Agência Internacional de Energia Atômica, há isótopos de Estrôncio-90 e Césio-137 na região.
O governo soviético demorou a divulgar o que havia acontecido. Cientistas suecos foram os primeiros a detectar radiação anormal no local e, depois disso, o governo divulgou a ocorrência de um acidente.
Nos dias atuais, há 187 pequenas comunidades na zona de exclusão que permanecem abandonadas. Alguns moradores tentaram voltar às suas casas, mas crianças não têm permissão para frequentar esses locais. O público que foi evacuado vive em áreas recém-construídas, com pouca ou nenhuma contaminação.
Apenas em dezembro de 2000, 14 anos depois do acidente, o último reator em operação na usina nuclear foi desligado. Assim, começou a fase de descomissionamento, que envolve a remoção do combustível irradiado, a descontaminação e o desmantelamento de estruturas, sistemas e componentes, a gestão de resíduos e limpeza do terreno adjacente.
Espera-se que as unidades 1, 2 e 3 sejam descomissionadas até 2064, sob a supervisão do governo ucraniano.
O acidente trágico foi tema de uma minissérie da HBO Max, "Chernobyl", lançada em 2019, com cinco episódios.
Alguns fatos não são tão conhecidos assim pelo público geral. Veja cinco deles:





