• Sexta-feira, 24 de abril de 2026

Câncer de Oscar Schmidt tem tratamento oferecido pelo SUS; veja como é

Ex-jogador morreu aos 68 anos na sexta-feira (17) após uma longa batalha contra a doença

O câncer enfrentado pelo ex-jogador Oscar Schmidt, que morreu aos 68 anos na sexta-feira (17), é um glioma, tipo de tumor cerebral que se origina nas células da glia, responsáveis por dar suporte aos neurônios. Esse é um dos tumores mais comuns do sistema nervoso central e pode variar de formas mais lentas a altamente agressivas.

No Brasil, o tratamento desse tipo de câncer é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com acompanhamento integral desde o diagnóstico até terapias de alta complexidade, coordenadas por instituições como o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

O primeiro passo é identificar o tumor. Pelo SUS, o paciente geralmente começa pela atenção básica e é encaminhado para exames especializados, como:

Esses exames permitem confirmar o tipo de glioma e definir sua agressividade, o que é essencial para o planejamento do tratamento.

O tratamento de gliomas no SUS segue protocolos clínicos definidos pelo Ministério da Saúde e pode envolver uma combinação de terapias, dependendo do estágio, localização e condições do paciente. Entre as principais opções estão:

Cirurgia

É, em muitos casos, o primeiro passo. O objetivo é retirar o máximo possível do tumor, reduzindo sintomas e melhorando a eficácia das terapias seguintes.

Radioterapia

Utiliza radiação para destruir células tumorais ou impedir seu crescimento. É frequentemente usada após a cirurgia ou quando a retirada total não é possível

Quimioterapia

Emprega medicamentos para combater o câncer, podendo ser administrados por via oral ou intravenosa. Muitas vezes é combinada com a radioterapia.

Radiocirurgia e terapias-alvo

Técnicas mais modernas, indicadas em casos específicos, que permitem tratar áreas do cérebro com maior precisão.

Imunoterapia (em expansão)

Tratamentos que estimulam o sistema imunológico a combater o tumor estão sendo incorporados gradualmente ao SUS, ampliando as opções terapêuticas.

No caso de Oscar Schmidt, o tratamento incluiu cirurgia, quimioterapia e acompanhamento prolongado.

Isso acontece porque os gliomas podem ter comportamentos muito diferentes, segundo o Ministério da Saúde: alguns crescem lentamente, enquanto outros evoluem de forma agressiva, exigindo intervenções mais intensivas.

O acesso ao tratamento ocorre em etapas:

Esses centros, como os hospitais vinculados ao Inca, oferecem atendimento multidisciplinar, incluindo neurologistas, oncologistas, cirurgiões, psicólogos e equipes de reabilitação.

Por: NSC Total

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