• Quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Campolina é o cavalo mais alto do Brasil e referência em marcha

Criada em Minas Gerais no século XIX, a raça Campolina combina porte imponente, marcha confortável e docilidade, consolidando-se como uma das mais emblemáticas do Brasil.

Criada em Minas Gerais no século XIX, a raça Campolina combina porte imponente, marcha confortável e docilidade, consolidando-se como uma das mais emblemáticas do Brasil. O Brasil ocupa posição de destaque no cenário equestre mundial, e o cavalo Campolina é uma das expressões mais fortes dessa relevância. Desenvolvida em Minas Gerais a partir de 1870, a raça nasceu do trabalho visionário de Cassiano Campolina e, ao longo de mais de 150 anos, passou por intenso aprimoramento genético, tornando-se referência em marcha, imponência e funcionalidade. Hoje, o Campolina é reconhecido nacionalmente como um símbolo da equinocultura brasileira, admirado tanto no lazer quanto no trabalho no campo. A história do Campolina começa no século XIX, em Minas Gerais, quando Cassiano Campolina iniciou cruzamentos criteriosos com o objetivo de formar um cavalo robusto, confortável e adaptado às condições brasileiras. Um dos marcos dessa origem é a égua Medeia, presente recebido por Campolina, que estava prenhe de um garanhão Andaluz pertencente a D. Pedro II.
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    A partir daí, a base genética foi ampliada com influências de cavalos ibéricos (como o Lusitano/Andaluz), além do Mangalarga Marchador e do Puro Sangue Inglês (PSI), combinação que resultou em animais de grande porte, resistência física e andamento diferenciado. window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});Um dos traços mais marcantes da raça é o tamanho. O Campolina é considerado uma das raças marchadoras mais altas do Brasil.
  • Machos: média oficial em torno de 1,58 m, com muitos indivíduos entre 1,60 m e 1,70 m, podendo ultrapassar 1,75 m na cernelha.
  • Fêmeas: média próxima de 1,52 m.
    O peso varia, em geral, entre 450 kg e 600 kg, reforçando a imagem de um cavalo forte, musculoso e imponente, sem perder a harmonia corporal.
  • JARAGUA DE SANTA ANNA. Foto: Haras Cantareira
    A conformação do Campolina é facilmente reconhecida. A cabeça tem formato trapezoidal, com perfil do chanfro suavemente convexo, herança direta dos ancestrais ibéricos. As orelhas em ponta de lança, o pescoço forte e arqueado, a garupa longa e levemente inclinada e a musculatura bem definida completam um conjunto que transmite nobreza e potência.
    Essas características não são apenas estéticas: elas contribuem para equilíbrio, conforto de montaria e eficiência nos movimentos. Se o porte chama atenção à primeira vista, a marcha é o que conquista definitivamente criadores e cavaleiros. O Campolina é um marchador nato, com andamento suave, cadenciado e extremamente confortável, reduzindo impactos e solavancos.
    Essa característica faz com que a raça seja amplamente utilizada em cavalgadas de longa distância, passeios familiares e provas de andamento, além de garantir baixo desgaste físico ao cavaleiro. A pelagem baia é a mais comum e tradicional da raça, mas o Campolina apresenta ampla variedade de cores. Entre as principais estão alazã, castanha, preta, tordilha, branca e pampa, o que amplia ainda mais seu apelo visual e genético nos criatórios. Um dos títulos mais recorrentes associados ao Campolina é o de “cavalo da família”. A raça é reconhecida por ser dócil, inteligente e de fácil adestramento, adaptando-se bem a diferentes níveis de experiência dos cavaleiros.
    REMBRANT MANDALA. Foto: HARAS MANDALA
    Embora qualquer cavalo possa apresentar comportamentos indesejados em situações específicas — como excesso de energia, manejo inadequado ou brincadeiras —, o temperamento equilibrado é uma marca do Campolina, tornando-o ideal para passeios, lida no campo e convivência familiar. Apesar do grande porte, o Campolina é surpreendentemente versátil. Além de cavalgadas e lazer, a raça é utilizada na lida com gado, graças à resistência e força, e vem ganhando espaço em provas de marcha, enduro equestre e modalidades de hipismo rural. Essa multifuncionalidade amplia sua presença tanto em propriedades rurais quanto em eventos equestres. A evolução do Campolina está diretamente ligada ao investimento contínuo em melhoramento genético, especialmente a partir das décadas finais do século XX. O uso estratégico de informações de genética e reprodução permitiu selecionar indivíduos superiores, consolidando padrões morfológicos, qualidade de marcha e temperamento.
    Foto: Divulgação / AbccCampolina
    Esse processo transformou a raça em uma das mais vistas e reconhecidas do país, reforçando sua identidade como patrimônio da equinocultura brasileira. Com mais de 150 anos de história, o cavalo Campolina segue em plena evolução. Imponente, confortável, dócil e funcional, ele representa não apenas uma raça, mas um capítulo vivo da história rural brasileira. O contínuo aprimoramento genético e a valorização de suas características reforçam o Campolina como um verdadeiro símbolo nacional, que une tradição, modernidade e paixão pelo cavalo.
    Por: Redação

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