O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou que, caso o filho de Jair Bolsonaro (PL) vença as eleições, o governo dele pretende implementar reformas –tanto da Previdência quanto trabalhista.
“O modelo está estourando. Só posso dizer que vamos ter de revisitar a Previdência. A trabalhista tem de ser revisitada, porque a reforma de 2017 foi mitigada por várias decisões judiciais. Ao mesmo tempo, ela precisa ser atualizada pelas inovações tecnológicas, pelas novas formas de trabalho que estão crescendo”, afirmou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, publicada nesta 6ª feira (6.mar.2026).
O senador não detalhou em que termos se dariam as reformas, nem se incluiriam mudanças na política de salário mínimo. Disse somente que a nova reforma da Previdência poderia implicar em uma mudança de modelo. Também declarou que um eventual governo de Flávio planeja atualizar a regra fiscal.
“É evidente que temos de redefinir parâmetros fiscais, porque o que existe não é mais um arcabouço, é uma peneira”, disse. “A forma como a política fiscal expansionista acontece no Brasil é uma das principais causas dessa taxa de juros de 15% ao ano.”
Marinho declarou que tem conversado com o ex-presidente do BC (Banco Central) Roberto Campos Neto e que o plano de governo de Flávio, com diretrizes econômicas, deve ser lançado em 30 de março.
Embora não tenha definido os nomes da equipe, o senador elogiou Campos Neto, que atua como vice-chairman e chefe global de Políticas Públicas do Nubank. No fim de fevereiro, Campos Neto declarou que não retornaria a Brasília em uma eventual troca de governo federal.
O senador afirmou que o PL contratou a consultoria GO Associados para dar apoio ao plano de governo e que especialistas em diversas áreas foram entrevistados.
“Mais de 90 pessoas já foram entrevistadas. Elenquei inicialmente 30 e fomos ao longo do tempo conversando com muita gente. Tem praticamente o material que precisávamos. Agora, é o processo de validação, de compilação”, disse.





