O pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD) afirmou nesta quarta-feira (20) que uma pessoa “contaminada” não tem condições de ocupar a Presidência da República nem autoridade para criticar ministros do STF ou integrantes do Congresso. A declaração ocorre após o senador Flávio Bolsonaro admitir ter se encontrado com o banqueiro Daniel Vorcaro, investigado no caso Banco Master.
Sem citar nominalmente o filho do ex-presidente Bolsonaro, Caiado afirmou que “a pessoa que está contaminada não tem estatura para sentar na cadeira da Presidência da República e não tem autoridade para chamar atenção de ministro do Supremo e nem do Congresso Nacional”.
A fala foi feita durante participação na 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, um dia depois de Flávio reconhecer, em reunião fechada com parlamentares do PL, que esteve com Vorcaro no fim de 2025, quando o empresário já cumpria prisão domiciliar no âmbito da Operação Compliance Zero.
Ao comentar o caso, Caiado mencionou Vorcaro e afirmou que o empresário estaria “contaminando todos os Poderes”. Após a declaração, jornalistas perguntaram se ele se referia diretamente a Flávio Bolsonaro.
“Nunca falei nada de forma indireta na minha vida”, respondeu o ex-governador de Goiás. Em seguida, afirmou que “cada um tem o direito de se explicar das acusações que pesam sobre ele”, mas disse que o ocupante do Palácio do Planalto precisa ter “independência moral” para governar o país.
A pressão sobre Flávio aumentou após a divulgação, pelo Intercept Brasil, de um áudio em que o senador cobra R$ 134 milhões de Vorcaro para financiar um filme biográfico sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Depois da publicação, Flávio confirmou ter visitado o banqueiro após sua prisão, mas afirmou que o encontro serviu para encerrar negociações ligadas ao projeto audiovisual sobre o pai.
Após o encontro, o parlamentar passou a ser alvo de antigos aliados e adversários.





