O boi e o café entram num momento de alternâncias no mercado, mas por enquanto não se fala em queda de preços para o consumidor.
O café vem de um sobe e desce nas bolsas internacionais, indicando que aquele recorde de preços da saca alcançando 2 mil e 600 reais, ano passado, é algo para ficar na história.
Hoje, o café gira na faixa de mil e 800 reais com a expectativa do mercado na produção recorde do Brasil e lá fora do Vietnã.
A única preocupação com o café mineiro fica para a chegada do El Nino, fenômeno que pode surpreender com chuvas excessivas entre maio e julho, impactando a qualidade dos grãos durante a colheita.
A safra brasileira continua ditando os preços do mercado global com expectativa de um volume histórico se aproximando a 75 milhões de saca esse ano.
Além da entrada do El Nino, o frete em alta e os fertilizantes nitrogenados que tiveram aumento de 63% desde o início do conflito EUA e Irã, vão continuar segurando os preços do café aqui e lá fora.
O boi gordo, obedecendo o ciclo anual do mercado, entra em ligeira queda. Os frigoríficos passam a ter mais oferta de animais para o abate porque a saída das chuvas e a entrada do frio, atingem diretamente as pastagens que passam a suportar menos animais por hectare.
Por enquanto, não há indicações de quedas bruscas para o consumidor, a não ser que haja um desarranjo com o mercado chinês no segundo semestre.
Valdir Barbosa
Itatiaia Agro





