O BRB, banco estatal de Brasília, passou ações da própria instituição financeira ao Master em operações realizadas enquanto negociava comprá-lo. Não há informações sobre o total de papéis nem como se deu a transferência.
O Conselho de Administração do BRB aprovou a compra do Master em março de 2025, mas o BC (Banco Central) barrou a operação em setembro. Em novembro, o BC liquidou o Master. Na 4ª feira (21.jan.2026), liquidou o Will Bank, ligado ao Master.
O Will Bank havia usado ações do BRB como garantia em uma operação com a Mastercard, multinacional de finanças e cartões de crédito.
O Poder360 perguntou ao BRB quando e em que situação as ações do banco foram usadas em operações com o Master. Não houve resposta. Em caso de manifestação, esta reportagem será atualizada.
Houve calote do Will Bank na operação com a Mastercard, que executou a garantia. Com isso, a Mastercard recebeu as ações e passou a deter 7% do capital do banco brasiliense na 3ª feira (20.jan).
Há indícios de que a totalidade ou parte dos papéis usados pelo Will Bank sejam os que haviam sido transferidos pelo BRB ao Master. A compra de uma fatia tão grande do BRB no mercado não teria sido algo simples.
O total de papéis não é suficiente para a Mastercard participar na gestão do BRB. Diretores do banco dizem que não sabiam que o que foi entregue seria usado pelo Master ou pelo Will Bank como garantia em outras operações.
Há estimativas de que o BRB tenha tido prejuízo de R$ 12,8 bilhões com fraudes em fundos de investimento que recebeu do Master. O banco brasiliense tenta reaver créditos que possam eliminar ou ao menos reduzir o prejuízo.





