O BRB (Banco de Brasília) disse nesta 2ª feira (19.jan.2026) que estuda o início do processo de venda de ativos recuperados do Banco Master. A instituição financeira afirmou que a medida “contribuirá para o fortalecimento adicional” da sua posição financeira.
Em nota (leia a íntegra ao final desta reportagem), o BRB negou “qualquer risco de intervenção”, endossando uma “suficiência patrimonial”. O banco do Distrito Federal também declarou que apurações conduzidas pelo Banco Central e por auditoria independente “devem ser concluídas nas próximas semanas”.
“O BRB destaca que o diálogo com o Banco Central e demais órgãos reguladores faz parte da rotina de todas as instituições financeiras legalmente reguladas. Reforça, ainda, que, caso seja necessário, dispõe de plano para recomposição de capital e destaca que eventuais aportes do acionista controlador não retiram recursos previstos no orçamento para políticas públicas”, acrescentou.
O BRB comprou carteiras de crédito do Master. Em 21 de novembro, a instituição brasiliense afirmou ter liquidado ou substituído mais de R$ 10 bilhões do que adquiriu.
O valor corresponde à maior parte do que foi sinalizado como operação fora do padrão, que teria atingido R$ 12,76 bilhões.
Na 4ª feira (14.jan), o BRB disse que havia espaço para aporte do Governo do Distrito Federal caso haja prejuízo.
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O Ministério da Fazenda negou nesta 2ª feira (19.jan) que o ministro Fernando Haddad tenha tratado de qualquer tema relacionado ao caso envolvendo o BRB com o Governo do Distrito Federal ou com a direção do banco. A nota foi divulgada depois de rumores de que haveria risco de intervenção na instituição financeira.
Eis o comunicado:
“O Ministério da Fazenda informa que o ministro Fernando Haddad não tratou, formalmente ou informalmente, com o governo do Distrito Federal ou com a direção do Banco De Brasília sobre o caso do BRB.”
Leia a íntegra da nota do BRB encaminhada na noite desta 2ª feira (19.jan):
“BRB garante suficiência patrimonial
“O BRB reafirma sua suficiência patrimonial e segue sólido, estável e operando normalmente, sem qualquer risco de intervenção.
“As apurações conduzidas pelo Banco Central e pela auditoria independente da Machado Meyer, com suporte técnico da Kroll, ainda estão em curso e devem ser concluídas nas próximas semanas. Qualquer número não oficial divulgado publicamente é meramente especulativo, não correspondendo à realidade e não possuindo base técnica.
“O BRB destaca que o diálogo com o Banco Central e demais órgãos reguladores faz parte da rotina de todas as instituições financeiras legalmente reguladas.
“Reforça, ainda, que, caso seja necessário, dispõe de plano para recomposição de capital e destaca que eventuais aportes do acionista controlador não retiram recursos previstos no orçamento para políticas públicas.
“O BRB esclarece, também, que estuda mecanismos para iniciar o processo de venda dos ativos recuperados junto ao Banco Master, medida que contribuirá para o fortalecimento adicional da posição financeira do Conglomerado BRB.
“O Banco permanece comprometido com a transparência, a governança e o cumprimento de todas as normas que regem o sistema financeiro.
“Além disso, o BRB destaca sua relevância estratégica para o desenvolvimento econômico e social do Distrito Federal, atuando como agente de fomento, ampliando o acesso ao crédito, apoiando empresas locais e impulsionando projetos estruturantes que beneficiam a população do Distrito Federal e as regiões em que atua.”





