O Brasil conta atualmente com 11 arenas esportivas com contratos de naming rights. Os contratos valem cerca de R$ 2,5 bilhões. O mais robusto é o do Mercado Livre com a Arena Pacaembu, em São Paulo: R$ 1 bilhão por 30 anos. O mais modesto está com a Arena Nicnet, em Ribeirão Preto (SP), que recebe R$ 6 milhões por 5 anos.
Os valores considerados são os firmados em contrato. Em alguns casos, como Allianz Parque e Neo Química Arena, por exemplo, esses números são ajustados anualmente.
Em 2023, o São Paulo fechou com a Mondelez por 3 anos e R$ 75 milhões. O estádio do clube paulista passou a se chamar Morumbis –Bis é um chocolate da empresa. Antes do contrato, era conhecido como Morumbi. Já há negociações para renovar o acordo.
A Neo Química Arena, atualmente com contrato firmado em 2020 com a Hypera Pharma, rende ao clube cerca de R$ 21 milhões ao ano (corrigidos pelo IGP-M), valor considerado defasado pela diretoria.
A partir de setembro de 2025, a multa rescisória começará a diminuir, abrindo espaço para renegociação ou rescisão. O presidente do clube, Osmar Stabile, espera um acordo de R$ 75 milhões por ano. Na última 2ª feira (25.ago.2025), após ser eleito, o mandatário afirmou ter 3 empresas interessadas nos naming rights da arena.
A valorização recente dos naming rights se explica por diversos fatores de mercado.
Em 2020, quando o Corinthians fechou o acordo, havia um cenário de incerteza com a pandemia de covid. Os jogos eram realizados sem público, o que limitava as ativações de marca no estádio.
Nos últimos anos, o contexto mudou:
Na 5ª feira (28.ago), a Arena Barueri passou a se chamar Arena Crefisa Barueri. O contrato foi firmado pela Crefipar, empresa do Grupo Crefisa, presidido por Leila Pereira, que também é presidente do Palmeiras. O acordo é estimado em R$ 500 milhões ao longo de 30 anos e amplia o portfólio de investimentos do grupo no futebol nacional.