• Quarta-feira, 10 de junho de 2026

Brasil já preencheu 55,4% da cota de carne bovina com tarifa zero para a China

Dados da Abiec revelam que os embarques brasileiros caíram pela metade entre janeiro e abril; país enviou mais de 612 mil toneladas ao mercado asiático no quadrimestre

O Brasil segue na liderança isolada do fornecimento de carne bovina para o mercado chinês. Até o mês de abril, o país preencheu 55,4% de sua cota anual de exportação de carne bovina para a China com tarifa zero (dentro do limite que evita a sobretaxa de 55%). Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (20) pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec).

O balanço tem como base os relatórios oficiais da Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC) e do Ministério do Comércio da China (Mofcom). Ao todo, o Brasil enviou 612,9 mil toneladas do produto no primeiro quadrimestre do ano, o que representa 56,9% de tudo o que o país asiático importou no período.

Embora o ritmo brasileiro permaneça acima da média projetada para o calendário anual, o mercado acende um sinal de alerta para a perda de fôlego nas compras chinesas mês a mês.

No acumulado de janeiro a abril, a China importou 1,08 milhão de toneladas de carne bovina de todas as origens, consumindo 40,1% da sua cota global anual, que é de 2,69 milhões de toneladas.

No entanto, o volume mensal geral registrou uma queda consistente e progressiva desde o início do ano:

Essa desaceleração global impactou diretamente os frigoríficos brasileiros. Os embarques mensais do Brasil recuaram sucessivamente, caindo de 211,3 mil toneladas em janeiro para 160,8 mil em fevereiro, 139,9 mil em março e, finalmente, batendo as 100,8 mil toneladas em abril.

O relatório da Abiec mostra cenários bem distintos entre os principais concorrentes do Brasil na América do Sul e na Oceania:

Mesmo com o recuo estratégico da China nas compras do início do ano, a consolidação de mais da metade da cota brasileira de 1,11 milhão de toneladas em apenas quatro meses reforça a dependência e a solidez da parceria comercial entre os dois países.

Por: ITATIAIA

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