• Sexta-feira, 1 de maio de 2026

Brasil e 11 países condenam Israel por ação contra flotilha humanitária que iria à Gaza

Quatro brasileiros estão entre os detidos após interceptação da Global Sumud em águas internacionais; países cobram libertação imediata e citam violação do direito internacional

Brasil, Espanha e outros dez países condenaram nesta sexta-feira (1º) a interceptação, por forças israelenses, da flotilha humanitária Global Sumud em águas internacionais próximas à ilha de Creta, na Grécia.

Em nota conjunta divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, os governos afirmam que a ação constitui “flagrante violação do direito internacional” e pedem a libertação imediata dos ativistas detidos.

Segundo o Itamaraty, quatro integrantes da delegação brasileira estão entre os detidos. Eles participavam da missão, descrita como humanitária e não violenta, quando as embarcações foram abordadas por militares israelenses.

No texto, os chanceleres classificam a iniciativa como uma ação civil pacífica voltada a chamar a atenção para a crise humanitária na Faixa de Gaza.

“Os ataques israelenses contra as embarcações e a detenção ilegal de ativistas humanitários em águas internacionais constituem flagrantes violações do direito internacional e do direito internacional humanitário”, diz o comunicado.

Além de Brasil e Espanha, assinam o documento Turquia, Bangladesh, Colômbia, Jordânia, Líbia, Malásia, Maldivas, Mauritânia, Paquistão e África do Sul.

Os países também pedem acesso consular aos cidadãos detidos e cobram garantias de segurança. Na mesma nota, conclamam a comunidade internacional a “respeitar o direito internacional, proteger civis e assegurar a responsabilização por essas violações”.

A interceptação ocorre em meio a críticas recorrentes ao bloqueio israelense à Faixa de Gaza. Nos últimos meses, missões organizadas por grupos civis têm tentado levar ajuda ao território palestino por via marítima, mas enfrentam restrições impostas por Israel, que alega razões de segurança.

Até a última atualização, o governo israelense não havia informado sobre a situação dos brasileiros nem indicado prazo para eventual liberação.

Por: ITATIAIA

Artigos Relacionados: