• Sexta-feira, 1 de maio de 2026

Acordo Mercosul-UE entra em vigor e promete baratear azeite, vinho e carros; veja itens

Pacto reduz tarifas de mais de 90% dos produtos e cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo

Com o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que passa a valer nesta sexta-feira (1º), grande parte dos produtos que brasileiros compram de países europeus tende a ficar mais barata.

Apesar de ainda haver pendências judiciais na Europa sobre sua legalidade, o acordo prevê a divisão dos produtos em sete categorias. Os itens importados seguirão um calendário de até 15 anos, com redução gradual das tarifas, que serão diminuídas de forma escalonada até níveis mínimos, em alguns casos próximos de 0%.

Entre os produtos que podem ter redução de preços estão azeites, queijos, vinhos e até animais. Frutas, sucos, peixes, café moído e solúvel também aparecem na lista, que reúne mais de 8 mil itens. A partir desta sexta-feira (1º), as tarifas também começam a mudar para automóveis e produtos farmacêuticos exportados pela União Europeia para Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, podendo ser eliminadas ou reduzidas de forma específica.

O acordo, que cria uma das maiores zonas de livre comércio do mundo, foi concluído em Bruxelas após mais de 25 anos de negociações. O pacto prevê a eliminação de tarifas em mais de 90% do comércio entre os dois blocos.

Apesar disso, o tratado enfrenta resistência dentro da Europa. A França lidera a oposição, alegando que agricultores locais podem ser prejudicados. Por outro lado, países como Espanha e Alemanha apoiam o acordo, e Bruxelas defende a medida como uma forma de diversificar o comércio diante de desafios impostos por potências como Estados Unidos e China.

Para o comissário europeu de Comércio, Maros Sefcovic, este é “um grande dia” e representa um acordo “histórico”. Já a eurodeputada francesa Manon Aubry criticou o pacto.

“Na realidade, é um dia muito sombrio”, afirmou. Segundo ela, agricultores europeus enfrentarão concorrência de produtos importados que podem impactar o mercado local.

Por: ITATIAIA

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