Um dia depois que o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a visita do diplomata norte-americano Darren Beattie ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a Embaixada dos EUA pediu um encontro com representantes do Ministério das Relações Exteriores. O enviado é representante do presidente norte-americano, Donald Trump (Partido Republicano).
Segundo apurou o Poder360, o pedido de Beattie para uma agenda no Itamaraty foi sondado por meio embaixada dos Estados Unidos em Brasília na 4ª feira (11.mar.2026). No entanto, ainda não houve comunicação formal com o Ministério das Relações Exteriores, apenas uma troca de mensagens por e-mail e WhatsApp.
Moraes havia autorizado o encontro entre Beattie e Bolsonaro para a 18 de março, das 8h às 10h. A defesa do ex-presidente solicitou que o encontro fosse agendado nos dias 16 ou 17 de março, afirmando que o representante tem “compromissos diplomáticos” que impediriam a visita na data estabelecida.
Segundo o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, a visita do enviado ao ex-presidente –que está preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha– pode configurar uma “ingerência nos assuntos internos do Estado brasileiro” por se tratar de um ano eleitoral. A informação foi prestada a Moraes nesta 5ª feira (12.mar).
O chanceler disse, ainda, que o pedido de visita a Bolsonaro “jamais tramitou” pelo Ministério das Relações Exteriores nem foi objeto de comunicação com o ministério. De acordo com o ministro, a realização da visita foi comunicada pela embaixada em 10 de março.
Foi informado que Beattie chegará à capital na tarde da próxima 2ª feira e seguirá para São Paulo na noite do dia seguinte. Ele voltará a Washington na noite de 4ª feira (18.mar).
Beattie é assessor sênior para política em relação ao Brasil no Departamento de Estado dos Estados Unidos. O assessor norte-americano foi recentemente designado para o cargo no governo de Donald Trump (Partido Republicano). Ele já criticou Alexandre de Moraes em ocasiões anteriores. Chamou o ministro, por exemplo, de “coração da perseguição” a Bolsonaro.





