Milícias
A organização informa ainda que não está claro quem são os homens armados. Os grupos armados se multiplicaram em Gaza após a guerra, incluindo vários apoiados pelo exército israelense na parte do enclave sob controle de Israel. Funcionários do Hospital Nasser afirmam que, nos últimos meses, a unidade foi repetidamente atacada por membros de grupos armadas e milícias, apesar da presença policial no local. A organização indicou ter manifestado preocupação junto das autoridades competentes, sublinhando que os hospitais devem permanecer espaços civis e neutros. Os MSF acrescentaram que as suas preocupações foram também agravadas por ataques anteriores deliberados de Israel contra instalações de saúde durante o conflito. Ao longo da guerra, Israel atacou hospitais em diversas ocasiões, incluindo o Hospital Nasser, acusando o Hamas de operar no seu interior ou nas imediações. Elementos de segurança do Hamas foram igualmente vistos com frequência dentro de hospitais, bloqueando o acesso a determinadas áreas. Alguns dos reféns libertados de Gaza afirmaram ter permanecido em hospitais durante o período de cativeiro. O Ministério do Interior controlado pelo Hamas, que supervisiona a força policial em Gaza, anunciou hoje que a polícia será destacada para garantir a segurança dos hospitais e eliminar a presença de homens armados, indicando que vai instaurar processos judiciais contra os infratores e que está implementando medidas mais rigorosas para assegurar a segurança dos pacientes.Direito internacional
Embora o direito internacional confira aos hospitais proteção especial em tempo de guerra, estas unidades podem perder essa imunidade se combatentes as utilizarem para esconder combatentes ou armazenar armas, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Ainda assim, deve haver aviso prévio que permita a evacuação de profissionais de saúde e pacientes antes de qualquer operação. Se os danos causados a civis por um ataque forem desproporcionais diante do objetivo militar, isso constitui uma violação do direito internacional. Organizações humanitárias e de defesa dos direitos humanos afirmam que Israel devastou o sistema de saúde de Gaza, forçando o fechamento da maioria dos hospitais e causando graves danos a outros. Durante o conflito, as forças israelenses realizaram incursões em vários hospitais e atacaram outros, detendo centenas de profissionais de saúde. É proibida a reprodução deste conteúdo Relacionadas
Mulheres palestinas descrevem “jornada de horror” ao voltar para Gaza





