O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça afirmou que vai destinar os lucros obtidos com sua participação no Instituto Iter ao dízimo da igreja e a ações sociais. A declaração foi publicada em vídeo nas redes sociais em 11 de fevereiro. Segundo o magistrado, a decisão foi tomada em conjunto com a família.
“Durante a peregrinação, Abraão construía tendas, mas também construía altares. Abraão, ao mesmo tempo em que parava e construía uma tenda, ele construía um altar de adoração a Deus. Eu, com a minha esposa, e sob as bênçãos dos meus filhos, decidimos que a nossa parte do Instituto Iter, será para consagração de um altar a Deus. Tudo o que vier possivelmente a dar de lucro e resultado, eu vou separar 10% para o dízimo e os 90% restante será investido em obras sociais e educação”, declarou. Assista ao vídeo aqui.
Mendonça é pastor na Igreja Presbiteriana de Pinheiros, em São Paulo. O magistrado faz algumas pregações ao longo do ano no local.
O Instituto Iter comercializa cursos ministrados pelo magistrado e é voltado à produção de conteúdo jurídico. Em setembro, por exemplo, o ministro ofereceu curso de oratória por R$ 22.500. Em 2025, o jornal O Estado de São Paulo informou que a empresa faturou R$ 4,8 milhões em contratos públicos em pouco mais de 1 ano.
O anúncio foi feito dias antes de Mendonça assumir a relatoria do caso envolvendo o Banco Master no Supremo. Ele foi sorteado em 12 de fevereiro, depois de reunião entre os ministros da Corte na qual ficou acertado que Dias Toffoli deixaria a condução dos inquéritos.
A saída de Toffoli se deu em momento de desgaste. A PF (Polícia Federal) apresentou ao presidente do STF, Edson Fachin, relatório com conversas apreendidas no celular do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que mencionavam o nome do ministro.
Com a redistribuição, Mendonça passou a conduzir as investigações relacionadas ao banco. Após assumir o caso, cancelou participação em evento na Espanha para se dedicar à nova atribuição no tribunal.





