A Amazon escolheu o Brasil para ser seu foco de expansão nos últimos anos, investindo em logística e iniciativas inovadoras para conquistar um mercado consumidor de milhões de compradores. Somente nos últimos 12 meses, a empresa abriu mais de 300 centros de distribuição pelo país, e agora mira parcerias com comerciantes locais para distribuir sua malha.
Na última década, a empresa chegou a investir R$ 55 bilhões no Brasil, com cerca de 100 mil vendedores na plataforma. Em entrevista exclusiva à Itatiaia, a Diretora de Marketplace da Amazon Brasil, Virginia Pavin, destacou o país como estratégico e que mais recebe investimentos da Amazon Global. “O Brasil ganhou essa importância porque hoje a gente vê que 17% tem acesso ao e-commerce”, explicou.
“A oportunidade que nós temos é imensa, e a Amazon percebe isso. Pensa que em outros países a gente já tem uma penetração de compradores muito grande, e a gente busca onde será os nossos novos milhões de compradores. O Brasil traz essa oportunidade para a Amazon, e por isso esse foco no ano de 2026”, acrescentou.
Para conquistar o mercado, a empresa segue agressiva na estratégia de reduzir o tempo de entrega. Em pelo menos oito cidades, dependendo do CEP do cliente, a empresa realiza entregas em até 15 minutos de determinados produtos pelo Amazon Now: São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre e Recife.
O tema velocidade foi um dos grandes assuntos abordados no Amazon Conecta 2026, no WTC Events Center, em São Paulo. O encontro reuniu 1,5 mil vendedores que foram colocados em contato direto com os executivos e especialistas da empresa. Cada problema e dúvida levantada por eles no encontro deve ser solucionada até sexta-feira (22).
“Velocidade é um dos grandes pilares. Queremos ter preços competitivos e sempre entregar mais rápido. Se ele está fazendo um bolo, por exemplo, e faltou um ingrediente, hoje temos o Amazon Now, uma entrega em 15 minutos que você pode pedir, sem custo para os clientes Prime”, disse Pavin.
Agora, a Amazon mira parcerias com comerciantes locais para integrar seus produtos na malha de distribuição. Lojas como floriculturas e oficinas mecânicas podem receber produtos de vendedores e distribuir para a malha dos entregadores. Segundo a diretora de marketplace, em breve essas “agências” poderão fazer as entregas pelos sistemas da Amazon.
“Cada vez mais a gente quer colocar tanto os nossos produtos, quanto dos nossos vendedores, mais perto do cliente final. A gente consolida esse produto na nossa malha e faz a entrega. Logo mais, essas agências poderão fazer entregas através dos nossos sistemas. É tudo para a conveniência do cliente final e facilitando a vida do nosso vendedor”, completou.





