• Domingo, 15 de fevereiro de 2026

Açúcar despenca ao menor nível desde 2019 e acende alerta no setor sucroenergético

Queda histórica acende alerta no agronegócio: recuo nas cotações pressiona margens, desafia o fluxo de caixa das usinas e pode desencadear uma nova onda de renegociações no setor sucroenergético. Um sinal que o setor não pode ignorar, alerta Dr. Marco Paiva

Queda histórica acende alerta no agronegócio: recuo nas cotações pressiona margens, desafia o fluxo de caixa das usinas e pode desencadear uma nova onda de renegociações no setor sucroenergético. Um sinal que o setor não pode ignorar, alerta Dr. Marco Paiva A queda acumulada de aproximadamente 25% no preço do açúcar nos últimos 12 meses altera de forma significativa o planejamento do produtor de cana. Para o advogado especialista em reestruturação financeira no agronegócio, Dr. Marco Paiva, o problema vai além da oscilação da commodity. Recuo nas cotações pressiona margens, desafia o fluxo de caixa das usinas e pode desencadear uma nova onda de renegociações no setor sucroenergético. Um sinal que o setor não pode ignorar, alerta o advogado. “O que preocupa não é apenas o preço menor. É o descompasso entre receita e estrutura de custo. Quando a margem comprime, o erro estratégico custa muito mais caro.” Enquanto o valor da commodity recua, os principais componentes da estrutura produtiva permanecem elevados — e, em alguns casos, aumentaram.
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  • A conta que não acompanha o mercado no setor sucroenergético A reforma de canavial, etapa essencial para manter produtividade, hoje varia entre R$ 12 mil e R$ 17 mil por hectare, dependendo da região e do pacote tecnológico adotado. Paralelamente: window._taboola = window._taboola || []; _taboola.push({mode:'thumbnails-mid', container:'taboola-mid-article-thumbnails', placement:'Mid Article Thumbnails', target_type: 'mix'});
  • Insumos seguem pressionados, com alta acumulada próxima de 23%
  • contratos de arrendamento mantêm patamares elevados
  • o custo financeiro ainda reflete o ambiente de juros altos
  • despesas operacionais não acompanharam a queda da commodity
  • O resultado é direto: compressão de margem. Segundo Dr. Marco, essa é a fase em que decisões precipitadas começam a comprometer o patrimônio. “Em cenário de margem estreita, cada decisão precisa ser calculada. Não é o momento de agir por impulso ou expectativa de melhora rápida.” O dilema técnico: reformar ou postergar? A decisão sobre a reforma do canavial deixou de ser apenas agronômica. Hoje, ela se tornou essencialmente financeira. Adiar pode significar menor produtividade, aumento do custo por tonelada e envelhecimento da área. Antecipar, por outro lado, exige capital imediato em um cenário de receita pressionada. Para o especialista, o ponto central está na análise do fluxo. “Reforma sem planejamento de caixa pode gerar um efeito cascata. O produtor precisa entender o impacto no ciclo completo, não apenas na próxima safra.” Pressão também no etanol O avanço do etanol de milho amplia a concorrência e altera a dinâmica de oferta do mercado. Com isso:
  • a previsibilidade diminui
  • a competição se intensifica
  • a expectativa de recuperação rápida de preços perde força
  • “O produtor não pode depender exclusivamente de um salto de mercado para equilibrar as contas. Planejamento financeiro passa a ser ferramenta de sobrevivência”, afirma Dr. Marco Paiva. Ciclos existem. Gestão define quem atravessa. O setor sucroenergético sempre operou em ciclos. Mas nem todos atravessam da mesma forma. Em períodos de preço pressionado:
  • controle rigoroso de custo deixa de ser diferencial e vira condição básica
  • planejamento da reforma precisa estar alinhado ao fluxo real
  • estrutura financeira desorganizada vira risco sistêmico
  • Produzir mais não significa lucrar mais. “Nos ciclos de baixa, quem sobrevive não é o mais otimista. É o mais organizado”, destaca o advogado. Patrimônio sob risco invisível Segundo Dr. Marco Paiva, é nesse tipo de cenário que aumentam os riscos estruturais. Quando a margem cai e a dívida permanece, o produtor pode entrar em um ciclo perigoso de:
  • alongamentos mal estruturados
  • aumento do custo efetivo total
  • ampliação de garantias
  • perda gradual de poder de negociação
  • “Margem comprimida e dívida desorganizada formam uma combinação que precisa ser tratada com estratégia técnica, não com esperança”, ressalta. Conclusão O atual cenário exige mais que eficiência operacional no setor sucroenergético. Exige leitura estratégica do ciclo, controle rigoroso de custos e organização financeira estruturada. No setor de commodities, sobreviver à baixa não é questão de sorte. É resultado de preparo técnico, disciplina financeira e decisões bem fundamentadas. “O ciclo passa. O que não pode passar é o controle sobre o patrimônio construído ao longo de gerações”, finaliza Dr. Marco Paiva.
    Por: Redação

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